
Dessas, uma boa parte fala tudo que pensa, mas sem pensar.
Exemplos é que não faltam no nosso dia-a-dia. Seja em casa, no café da manhã, alguém olha para você e diz “Que cara é essa? Que cabelo é esse? Que olhos remelentos são esses?”, passando pelo trabalho “Fulana se faz de santinha mas não passa de uma vagabunda”, até a hora de voltar para a cama “Meu dia hoje? Cheio de gente estúpida e que pergunta demais, como em todos os outros!”.
Muitas pessoas acham que serão elas mesmas se passarem o tempo todo disparando pelos cantos os defeitos das pessoas e situações que não as agradou. É bom por um lado, pois a sinceridade não nos deixa acumular rancores e dizeres engasgados na garganta, que com o tempo, vão se tornando o peso de uma caixa d’água.
Mas, tem o outro lado. Se você que considera uma pessoa que fala o que pensa, tenho certeza que já magoou alguém com seus dizeres, muitas vezes sem querer. E com certeza, em algum momento, já fora duramente crucificado por uma opinião sua. Pode até não ter se arrependido de nada do que falara, mas com certeza, você já pagou um preço alto por ter falado.
Se formos ver na História, muitas pessoas já morreram por falar aquilo que pensavam, seja nos tempos da Inquisição, seja nos tempos da ditadura militar.
Vivemos num mundo que a todo momento parece nos provocar e testar a nossa paciência, porém isso não é desculpa para alguns se acharem no direito de vomitar seus raios na cara de quem quer que seja, ainda mais se não tiver certeza da sua razão. Falar a verdade não é errado, errado é a forma ou o momento em que é escolhido para falar.
Fora que, na maioria dos casos, uma pessoa que se acha preparada para falar nunca estará preparada para ouvir. Ainda mais se o assunto for o seu próprio umbigo...
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