domingo, 29 de março de 2009
Em obras
quarta-feira, 25 de março de 2009
Luzes Certas
domingo, 22 de março de 2009
Liberdade é que nem água...

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quarta-feira, 18 de março de 2009
Mítica

Vi uma mulher caminhando pela multidão. Composta por lindos cabelos escuros que escorriam pelo ombro nu. Vi seu corpo esculpido pelo doce que atrai os que podem e os que não devem se entregar a si.
E de repente, como braços carinhosos, sua imagem atravessou as cortinas da minha mente, entrou no meu quarto principal, despiu-se, e deitou-se em minha cama com olhos fixos na minha alma.
Meu corpo começou a se rebelar. O homem civilizado que vive a correr atrás de sua vida e de seus sonhos de cada dia, se viu perdendo-se no animal que existia dentro de si, escondido no porão.
Desejei aquele corpo.
Meu corpo desejou aquele corpo.
Olhei-me por um momento a subestimar-me perante àquela figura mítica.
A vi como uma mulher. Me vi como um animal vendo aquela mulher. Senti meu corpo suar frio, e a minha masculinidade prensar as minhas roupas. Meu coração bateu mais forte. Meus olhos fincaram-se no alvo. Minhas pernas mudaram, sozinhas, de direção. Fui atrás dela, excitado de possuí-la, contido por lembrar, ainda, que era um rapaz civilizado. Mas, eu era mais do que isso. Era um rapaz de coração aberto, e de desejos que em certos momentos se faziam ultrapassar às cortinas de contenção.
Tentei ir atrás dela. Tentei chamá-la. Mas a multidão que, ao contrário de mim, ainda continuavam nas suas rotinas, abafaram a minha voz, e logo, a minha visão.
Perdi-a de vista.
Insisti em ir atrás. Atrás dela, de mim, do meu desejo, da minha satisfação, da satisfação dela. Foi tudo em vão. Meus olhos não acompanharam a minha vontade, e me deixaram com sede sentado á beira da estrada, com o coração na mão.
Como todo mistério irresistível, ela sumiu abruptamente, da mesma forma que entrara na minha vida.
Como um fenômeno inexplicável, pegara meus sentimentos, atirara-me para seu corpo, mexera com os meus sentidos, fizera meu corpo suar, fizera meu pólem sair a esmo.
E como o ar, entrou pelo meu peito, e saiu, sem deixar rastros.
Danilo Moreira
domingo, 15 de março de 2009
10 Curiosidadades sobre Chaves

“Cara, que falta de assunto!!!”
Não, este rapaz que vos fala graças a Deus ainda não chegou a respirar os ares desta seca que vira e mexe assola muitos blogueiros desse Brasil. Hoje diria que meu maior obstáculo aqui seria a falta de tempo mesmo, devido à faculdade. Mas isso é um mero detalhe... O fato é que agora, este blog também terá um espacinho reservado para curiosidades.
Podem dizer o que quiser, mas a verdade é que, a série mexicana Chaves, criada por Roberto Bolaños (que completou 80 anos no dia 21-02 – em plena atividade e com vários projetos), gravada de 1971 a 1992, se tornou tão brasileira e tão conhecida quanto a música de abertura do Jornal Nacional. Quem já não repetiu os famosos bordões como “você não vai com a minha cara”, ou “já chegou o disco voador”, ou já não teve curiosidade em saber alguns fatos do programa, exibido pelo SBT desde 1984, e que até hoje se consolida como uma das maiores audiências da casa. Chaves dispensa apresentações.
A seguir, 10 curiosidades selecionadas sobre o programa:
1. Foram feitos mais de 1.000 episódios de Chaves. Atualmente, o SBT conta com 137 episódios, mas este número já foi maior...
2. Chaves estreou no Brasil no programa do Bozo, (exibido no SBT) em 1984 com apenas 13 episódios comprados. Devido ao sucesso, compraram mais lotes de programas em 1986, 1988 e 1991.
3. A música tema de quando o Professor Jirafales e a Dona Florinda se encontram é o tema do filme "E O Vento Levou" em outro arranjo. É a única música reconhecível da trilha sonora desse programa.
4. Durante as filmagens dos episódios que se passam em Acapulco, os atores não tiveram folga para aproveitar a praia: "Trabalhamos todos os dias, durante duas semanas", contou Edgar Vivár (Seu Barriga). O episódio foi feito para promover um hotel do mesmo grupo da Televisa, produtora da série.
5. Angelines Fernandez, a "Bruxa do 71", era considerada uma das mulheres mais bonitas do México, nos anos 40. Acredite se quiser...
6. O filme O Crime do Padre Amaro, de 2003, contou com a participação do ator Héctor Bonilla (sim, ele é um ator de verdade), que é amigo de outro ator do filme, Pedro Amendariz Jr.
7. O primeiro episódio do Chaves foi exibido no dia 20 de junho de 1971, no México. Nesta época, o Chaves era um quadro do programa “Chespirito”.
8. Por que o nome "Chaves"? Trata-se de uma história bem curiosa. "Chavo", na gíria mexicana, significa garoto, menino na idade de travessuras. No caso, o "Chavo" morava em um barril, na vila pobre. Como o movimento labial de Chavo em espanhol é idêntico ao de Chaves em português, foi escolhido esse nome para o garoto.
9. Tangamandápio, local onde nasceu o carteiro Jaiminho, realmente existe. Porém, ao contrário do que retrata-se no humorístico, Tangandápio não é uma cidade, é um vilarejo, que localiza-se na cidade de Cuernavaca, no México
10. Em meados da década de 90, houve um boato, trazido por parte da imprensa brasileira, que dizia que todos os atores que participaram dos seriados Chaves e Chapolin haviam morrido em um acidente aéreo. O fato é que jamais ocorreu acidente deste tipo – pelo menos que tem-se notícia – com o elenco dos humorísticos. Os atores que não mais vivem são: Angelines Fenandes (Dona Clotilde), Ramón Valdez (Seu Madruga), Horácio Bolaños (Godinez) e Raul Padilla (Jaiminho, o carteiro). Todos estes faleceram por outros fatores.
Fontes:
http://www.viladochaves.com/curiosidades.htm
http://www.turmadochaves.com/curiosidades/
quarta-feira, 11 de março de 2009
Avenida Movimentada

domingo, 8 de março de 2009
De volta aos holofotes

Entrara em cena então, arquitetado pela ministra Zélia Cardoso de Melo, o famoso Plano Collor, que propunha injetar recursos na economia com altas de impostos, o inicio do processo de desestatização de empresas do governo, a criação de uma nova moeda (o Cruzeiro), o fechamento da Embrafilme (autarquia que promovia investimentos ao cinema brasileiro) e a sua medida mais famosa: o confisco das poupanças dos trabalhadores, durante um prazo de dezoito meses.
Com o tempo, o plano veio a piorar a crise, e surgiram denúncias de corrupção envolvendo ele e outras figuras conhecidas, como o tesoureiro Paulo César Farias (o PC Farias), o que provocou uma reação do congresso e da população. Entra aí, os Caras Pintadas, jovens que foram as ruas pedir o impeachment do presidente. Collor então, reprovado por quase todos os segmentos da sociedade, foi afastado do cargo, e teve seus direitos políticos cassados por 8 anos, até 2000.
E agora, quase 17 anos depois de seu mandato frustrado, eis que surge novamente, agora como presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, já eleito senador por Alagoas anteriormente, por voto popular.
Agora eu pergunto, o que esperar do Senado? O que esperar mais da já manchada e injusta política brasileira? O que esperar da reação da população em geral, que por mais indignada que fique, terá sempre como ponto final “Ah, mas isso acontece mesmo, é Brasil”.
E a vida continua...
quarta-feira, 4 de março de 2009
O Pó
Os olhos apontam os podres
Os ouvidos apontam as maldades.
O pó soltado é tanto que chegará a todos,
para os seus sentidos,
e para os seus defeitos.
Tens consciência de que o pó lançado pode voltar e ofuscar os seus olhos?
Ou sua consciência é tão imprestável quanto àqueles que você chicoteia?
segunda-feira, 2 de março de 2009
Quando o Exército entra em cena

"Cerca de 1.800 soldados chegaram neste sábado à mexicana de Ciudad Juárez para proteger a localidade dos cartéis do narcotráfico, informaram fontes oficiais.
A chegada dos militares faz parte de um contingente de 5.000 policiais federais e militares que patrulhará a cidade a partir da próxima semana. Até o momento, e desde abril de 2008, o estado de Chihuahua, onde fica a cidade, contava com 2.500 soldados e policiais federais que a vigiavam.
Enrique Torres, porta-voz da operação conjunta Chihuahua, informou à Agência Efe que os soldados restantes devem chegar nos próximos dias, mas que não se dará informação a respeito para não atrapalhar os trabalhos das autoridades federais.
A chegada de reforços para fazer cerco à violência foi anunciada esta semana pelo gabinete de segurança federal, integrado pelos secretários de Governo (Interior), Marinha, Defesa Nacional, Segurança Pública e pelo procurador-geral.
Chihuahua, onde se encontra a fronteiriça Ciudad Juárez, foi durante 2008 o estado mais violento do México e culpado por boa parte dos assassinatos cometidos este ano no país."
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/03/01/soldados+chegam+a+ciudad+juarez+no+mexico+para+por+fim+a+violencia+4413903.html
Ao contrário do que se pensa, não é só no Brasil que a violência gerada pelo narcotráfico obriga o governo a tomar medidas mais drásticas na tentativa de conter o número de vítimas.
No caso do México, o número de mortos pelo tráfico e o crime organizado só neste começo de 2009 (segundo dados do Jornal El Universal), já ultrapassaram mil. E isso não só engloba os envolvidos no trafico, mas de seus familiares e pessoas que infelizmente estavam na hora errada e no momento errado. Se você desejar se interar mais sobre o assunto, clique aqui ou aqui.
O caso no interior do México chama a atenção não só pelos números, mas por muitos dos fatos que se ouve e se lêem na mídia lembrarem casos que nós já cansamos de ver em várias cidades brasileiras onde atuam o trafico de drogas e o crime organizado.
Agora, diante da situação caótica, o governo mexicano manda soldados para tentar conter a violência, ação também já tomada pelo governo brasileiro há alguns anos atrás, em um morro do Rio de Janeiro.
Criticada por alguns, louvada por outros, o fato é que quando se põe o Exército de um país a fim de conter um conflito urbano, significa que a situação chegou ao seu auge, e que o próprio Estado está fragilizado, necessitando de forças de guerra para combater um problema que certamente surgiu como conseqüências de desigualdades sociais e de um descaso em relação às populações humildes.
Isso, com certeza, será uma ferida que ainda irá doer, até que seja devidamente tratada e cicatrizada. O complicado é que, nós sabemos, sempre há as pessoas de bem, que no meio desse fogo cruzado acaba pagando das maneiras mais injustas.
E você, é contra ou a favor da interferência do Exército em questões como essa, mesmo que pareça ser a única saída à curto prazo?