segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sob a lua...


A sua voz penetra pelos meus ouvidos.
Ouço uma harpa conduzida por um anjo.
Vejo meu corpo inteiro virando-se para seu corpo.
E o meu ego ajoelhado aos seus pés.

Excito-me com o pronunciar das suas palavras doces.
Imagino-me na sua frente com a face dos desejos escondidos.
O desejo de te agarrar parece maior do que a quantidade dos meus braços.
A saliva da minha boca escorre com vontade de banhar a sua língua.
Vejo a lua agindo como madrinha da união de nossos corpos,
E o vento como padrinho do balançar dos nossos dotes.
Mordemo-nos como animais sedentos da carne.
Chupamos os doces salgados que cada um tem a oferecer.
Cheiramos a perfume azedo que vem das fontes dos nossos calores.

Nossas almas sentem o terremoto provocado pelos epicentros excitados,
Cuja chama explode com o pulsar dos nossos corações acelerados.
Trocamos de posições com a velocidade que as nuvens mudam de formato.
Chovemos suor em meio aos sons de quem está com os movimentos descontrolados.

E de repente nossas fontes se forçam com a loucura do instinto,
Até que vejo jorrar o branco da lua amaciando as suas curvas.
Num calor frenético que faz da lua um rio moldado pela língua,
E o seu corpo, natural, fica banhado com o manto do meu desejo.

Durma bem, meu anjo, que continuarei sonhando com o dia que farei parte dos seus sonhos.

E dividiremos, ainda, o mesmo suor.

Danilo Moreira

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FOTO: http://cineletras-online.blogspot.com/2011/02/o-corpo-os-corpos.html

Um comentário:

Híndira disse...

=] Ainda fazem poesias!

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