segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma Virada diferente

Pessoas curtem a Banda Paralela

Para quem mora ou está em São Paulo, a Virada Cultural paulistana já virou praticamente uma tradição. Para quem não sabe, é um grande evento que reúne diversas manifestações culturais por toda a cidade, especialmente no Centro, que atravessam 24h de um fim de semana a cada ano.

Mas, quando um individuo ouve falar em Virada, já imagina aqueles palcos enormes em vários pontos do Centro, tendo como principal atração os shows, muita muvuca, e outras coisas que não são o foco deste post. Mas, quando vejo notícias sobre este evento, sinto os holofotes da mídia direcionados até demais nessa região. É como se esquecessem por um momento que ela acontece em outros pontos da cidade. Fui na Virada em 2009 e 2010, ambas no Centro, em shows memoráveis. A de 2010, especialmente, foi a que vivi as situações mais inusitadas, além de ter pegado os horários e palcos de maior público.

Já neste ano, foi completamente diferente. Na edição 2011 eu tinha uma missão: fazer uma reportagem para um trabalho da faculdade. Confesso que pela primeira vez não senti entusiasmo ao ver as atrações em geral. As do Sesc então, nunca tinha parado antes para vê-las em detalhes. E tinha muitas coisas interessantes, e curiosas.

Obviamente, por ser mais perto de casa, escolhi o Interlagos. Nem me sentia tão animado para ir, mas, tinha que fazer esse trabalho. E pela primeira vez, ia sozinho. Cheguei lá por volta das 19h, e me surpreendi com o movimento e com as atrações. Enquanto de um lado, acontecia o show “Mágico por Acaso”, onde bonecos manipulados curiosamente faziam as mágicas, do outro, a dupla "Olam Ein Sof " tocava músicas da cultura celta em meio a um cenário de velas. Mais acima, o Sarau Cantos & Encontros tocava cantigas e contava histórias para uma roda de pessoas. Mais tarde, outra roda de curiosos curtia a “Banda Paralela” com suas roupas de soldadinho de chumbo. Chegaram a tocar “Dancing Days” de As Frenéticas, fazendo o público cantar alto e pirar nas palmas. Depois, “Solas de Vento”, um espetáculo na fachada do prédio da sede, onde bailarinos faziam performances acrobáticas com vários tipos de músicas ao fundo. Falando em música, perto da piscina, havia um palco montado para os shows que aconteceram por lá, com destaque para Zeca Baleiro, na qual infelizmente não pude acompanhar. E por fim, o recorte que havia escolhido para fazer a reportagem: a “Trilha das Artes”. Resumidamente, imagine um grupo de pessoas passeando pelas obras do Sesc, ao som de uma sanfona e de um rapaz que conseguiu despertar em todos os presentes – homens, mulheres, crianças e jovens – um olhar estético e que proporcionou ótimos momentos de “brisa”. Futuramente postarei esse trabalho, com detalhes sobre essa experiência incrível e única.

Mas, o que ficou dessa visita ao Sesc Interlagos foi uma sensação maravilhosa. Tive a impressão de estar naquelas festinhas de interior, onde as famílias passeiam em meio a várias atrações simultâneas, que têm como veia principal artistas muito criativos e que sabem que aquela noite é deles. E o público precisa fazer parte de toda aquela festa, sem exageros, apenas com a disposição de embarcar em tantas viagens. Sai de lá com a sensação de dever cumprido, um sorriso no rosto, fotografias, vídeos, e com a alma mais leve, afinal, nunca imaginei que numa Virada Cultural conseguiria se divertir com tamanha simplicidade.

Valeu a pena!

Sarau Cantos & Encontros

Tenha uma ótima semana!

Danilo Moreira

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FOTOS: Danilo Moreira (acervo pessoal)

2 comentários:

Cidiclei Silva disse...

A virada deve ser ótima. Pelo que leio, q vejo em posts como estes e assisto na tv é uma ótima ação. Isso podia se propagar para todo o Brasil.

Vlw.

Ana Cristina disse...

A Virada Cultural "lado B", para mim, também é muito mais interessante do que a "midiática". Até porque não gosto nem um pouco de levar cotoveladas, banhos de vinho no braço e depois ficar horas e horas esperando o ônibus no Terminal Bandeira...
Este ano não presenciei a Virada, mas em 2009 meu programa foi assistir algumas comédias do cinema mudo, em preto e branco, com trilha sonora ao vivo, no Sesc Paulista e depois, assisti 3 filmes madrugada adentro no Cine Sesc. The best Virada Cultural ever!!!

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