
Já teve aquela sensação de estar parado no tempo? Aquela sensação ruim de ficar para trás? Aquele sentimento incômodo de quando se fica por último numa sala?
Certo dia, olhei uma pasta com fotos do trabalho, com cerca de um ano atrás. Me espantei com a quantidade de pessoas que não estavam mais lá. E eu, mesmo querendo sair, ainda continuava, sem qualquer expectativa concreta para sair.
Já senti algo parecido há alguns anos. Quando me formei do ensino médio, via as pessoas já trabalhando, e eu ainda desempregado, até que finalmente arrumei emprego. E agora, quero sair do meu atual emprego, mas por enquanto, ainda continuo nele. E do meu grupo, dos antigos, sou o único que ainda continua. A última pessoa, dentro do meu setor, que tinha mais tempo do que eu, saiu ontem, felizmente, para outro emprego, na área em que ela se formou. Agora, resta apenas eu.
Não sou mais criança, sei que esse processo é natural da nossa vida. Sei que existem pessoas ativas e acomodadas, e estas últimas, muitas vezes nem reparam que o são. Eu mesmo até pouco tempo, estava nesse meio. Sei que estamos o tempo todo mudando, e muitos o tempo todo querendo mudar. Difícil é quando essa busca parece longe, e vemos muitos de nossos companheiros a conseguindo, e nós, ficando para trás. Se sentindo até mesmo como resto. Entra aí o sentimento dúbio: felizes pela pessoa, e tristes por nós ainda não termos conseguido. Fica-se aquele vazio, e ao olhar essas fotos com todos então, aí é que você realmente se sente mal.
Por isso que o importante é botarmos em nossa consciência essa noção da mudança constante, que nada é para sempre, nem nós mesmos, nem nossos grupos sociais. Isso vale para qualquer lugar, na família, na escola, na faculdade, no trabalho. Em segundo, que precisamos sempre buscar os nossos objetivos, não se acomodar com o que tem, não deixar que o apego àquele grupo social o faça desistir dos seus próprios sonhos. É o que eu chamo do bom individualismo, aquele onde você prioriza os seus sonhos. Fora que, pessoas queridas são pessoas queridas. Quem te ama, te adora, te considera muito, sempre irá te acompanhar, não importa onde você esteja, mesmo que à distância. Obviamente, não será da mesma forma. O cenário não será o mesmo. Mas, ainda sim, estará lá, querendo saber de você, comemorando junto as suas conquistas, e vice-versa.
Agora, quanto ao fato do caminho, é como uma pessoa muito amiga minha me disse, quando nos encontramos ontem, “se não conseguiu agora, é porque não é a sua hora, espera que esse dia vai chegar”.
E até lá, continuarei no mesmo lugar, sentindo-me numa sala onde todos já foram embora, menos eu. Continuarei tentando engolir essa bebida amarga, mesmo me vendo sozinho em vários espelhos, revolto por vários quadros antigos.
E a vida continua... com a esperança de quem ainda irá buscar muito, para além daquela sala infértil, mesmo sendo o último a fechar a porta...
Certo dia, olhei uma pasta com fotos do trabalho, com cerca de um ano atrás. Me espantei com a quantidade de pessoas que não estavam mais lá. E eu, mesmo querendo sair, ainda continuava, sem qualquer expectativa concreta para sair.
Já senti algo parecido há alguns anos. Quando me formei do ensino médio, via as pessoas já trabalhando, e eu ainda desempregado, até que finalmente arrumei emprego. E agora, quero sair do meu atual emprego, mas por enquanto, ainda continuo nele. E do meu grupo, dos antigos, sou o único que ainda continua. A última pessoa, dentro do meu setor, que tinha mais tempo do que eu, saiu ontem, felizmente, para outro emprego, na área em que ela se formou. Agora, resta apenas eu.
Não sou mais criança, sei que esse processo é natural da nossa vida. Sei que existem pessoas ativas e acomodadas, e estas últimas, muitas vezes nem reparam que o são. Eu mesmo até pouco tempo, estava nesse meio. Sei que estamos o tempo todo mudando, e muitos o tempo todo querendo mudar. Difícil é quando essa busca parece longe, e vemos muitos de nossos companheiros a conseguindo, e nós, ficando para trás. Se sentindo até mesmo como resto. Entra aí o sentimento dúbio: felizes pela pessoa, e tristes por nós ainda não termos conseguido. Fica-se aquele vazio, e ao olhar essas fotos com todos então, aí é que você realmente se sente mal.
Por isso que o importante é botarmos em nossa consciência essa noção da mudança constante, que nada é para sempre, nem nós mesmos, nem nossos grupos sociais. Isso vale para qualquer lugar, na família, na escola, na faculdade, no trabalho. Em segundo, que precisamos sempre buscar os nossos objetivos, não se acomodar com o que tem, não deixar que o apego àquele grupo social o faça desistir dos seus próprios sonhos. É o que eu chamo do bom individualismo, aquele onde você prioriza os seus sonhos. Fora que, pessoas queridas são pessoas queridas. Quem te ama, te adora, te considera muito, sempre irá te acompanhar, não importa onde você esteja, mesmo que à distância. Obviamente, não será da mesma forma. O cenário não será o mesmo. Mas, ainda sim, estará lá, querendo saber de você, comemorando junto as suas conquistas, e vice-versa.
Agora, quanto ao fato do caminho, é como uma pessoa muito amiga minha me disse, quando nos encontramos ontem, “se não conseguiu agora, é porque não é a sua hora, espera que esse dia vai chegar”.
E até lá, continuarei no mesmo lugar, sentindo-me numa sala onde todos já foram embora, menos eu. Continuarei tentando engolir essa bebida amarga, mesmo me vendo sozinho em vários espelhos, revolto por vários quadros antigos.
E a vida continua... com a esperança de quem ainda irá buscar muito, para além daquela sala infértil, mesmo sendo o último a fechar a porta...
Danilo Moreira
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FOTO: http://margensdapoesia.blogspot.com/2009/01/o-vazio.html