segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O corpo que vê o corpo



O corpo que vê o corpo
É o mesmo que na alma se alegra
Quando a luz no fim dó túnel da solidão aparece
E ilumina até a visão das estrelas
O corpo flutua no próprio ego
As mãos percorrem as faces do pedido
Os olhos procuram o que não sabe o que vai encontrar
As palavras se entortam com a onda de desejos
A boca se morde com vontade de repetir.

É o corpo,
que vê o corpo,
que vê o corpo,
que vê o corpo,
que vê o corpo...

Danilo Moreira

Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três.

FOTO: http://cariocanerd.blogspot.com/2011/01/la-puta-favorita.html

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ponto Três: 3 anos!


Olá leitor!

Ontem, dia 15, o Ponto Três completou 3 anos de existência!

Das postagens mais marcantes neste período, dou um especial destaque às reportagens culturais. Inclusive aqui foi publicada, em abril do ano passado, a minha primeira reportagem, feita para a disciplina de Jornalismo Cultural, sobre uma exposição que falava sobre a cultura dos anos 80, no Shopping SP Market, no bairro do Jurubatuba, zona sul de São Paulo.

As da Virada Cultural no SESC Interlagos, no Extremo sul da capital paulista, também merecem destaque. Uma falava dos eventos de modo geral no clube, e a outra, sobre a Trilha das Artes. Também foi produzida para a mesma disciplina da faculdade, mas, na minha opinião, trouxe um diferencial em relação as coberturas do evento feitas pelos veículos tradicionais, pois normalmente focam mais nos shows do Centro e se esquecem de lugares mais afastados da cidade. A simplicidade do ser humano, a leveza e valores familiares e de noção do uso do espaço público, há muito tempo perdidos, aparecem nessas reportagens como um registro histórico.

Outros posts, na área literária, também marcaram. Depois de um longo tempo, voltei com um Delírio, e iniciei um tipo de publicação conhecida como Minicontos, que são pequenas histórias que, com base nos dados estatísticos, caíram rápido no gosto de quem visita o blog.

Estando no quarto ano de jornalismo (e TCC!), fica cada vez mais difícil manter certa regularidade na publicação de postagens. Por isso, o blog completa mais um ano de vida, mas com essa dívida, que um dia irei pagar.

É isso. Até a próxima! E obrigado, por continuar comigo até aqui.

Danilo Moreira

Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três.

FOTO: http://www.ruadireita.com/eventos/info/como-organizar-uma-festa-de-aniversario/

domingo, 29 de janeiro de 2012

Formiga


Vá, formiga, percorra esses caminhos no seu ritmo
Não se intimide com o tamanho do mundo
Não deixe que pés grandes lhe impeçam de seguir em frente
Você pode desejar o que quiser para a tua vida
Basta saber o que realmente precisa.

O tamanho de uma formiga não é páreo para o tamanho dos seus sonhos.

Danilo Moreira


Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três!

FOTO: http://mardeletras.ning.com/profiles/blogs/a-formiga

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dercy: de volta aos holofotes


Antes de começar a falar sobre o assunto, quero apenas dizer que faz muito tempo que não escrevo um texto desse tipo na seção Ponto de Vista. E estava fazendo falta. Por isso, peço desculpas de antemão caso apareçam alguns erros.

Segue a opinião de um jovem telespectador, que simplesmente adora teledramaturgia, seja ela como for.

Ouvir falar de uma série para Dercy Gonçalves é algo que me fez brilhar os olhos. Desde pequeno via aquela senhora desbocada em tudo quanto era programa de televisão. Palavrão na minha casa, pelo menos naquela época, era intolerável, ainda que fosse no final dos anos 80/inicio dos anos 90. Mas, quando ela entrava na televisão, mesmo vendo uma criança de 6/7 anos assistindo, os meus pais caíam na gargalhada. E de certa forma, aprendi naquela época que palavrão era feio, mas com a Dercy, não era. Meu fascínio por aquele temperamento excêntrico aumentou quando vi alguns filmes dela, reprisados até hoje pela Tv Cultura de SP.

Agora, como uma espécie de fênix, ressurge sob os holofotes Dercy Gonçalves, através da série “Dercy de Verdade”, de Maria Adelaide Amaral (que também produziu uma biografia sobre a atriz, chamado “Dercy, de Cabo a Rabo”) e dirigido pelo excelente Jorge Fernando. Confesso que me desagradou muito essa minissérie ter apenas 4 capítulos, para retratar quase 101 anos de vida da atriz.

Deve ser por conta disso que “Dercy de verdade” teve um ritmo muito acelerado, com fatos aleatórios e intercalados com as duas atrizes que a interpretam – Heloísa Périssé, que a faz mais nova, e Fafy Siqueira, que a interpreta mais velha – além da própria Dercy em imagens de arquivo. Fuçando no Twitter logo após a exibição do primeiro capítulo, encontrei muitos comentários positivos sobre a série (aliás, finalmente, foi a primeira vez que eu li gente falando algo diferente de “essa velha boca-suja fez hora extra na Terra”), mas, em especial, a observação da trilha sonora ser muito semelhante a utilizada na novela Chocolate com Pimenta (2003), de Walcyr Carrasco. Nisso eu acredito que a produção pecou, pois, a trilha sonora, na minha opinião, é parte da personalidade da série, e ela deveria ter a sua própria.

Heloísa Périssé está excelente no papel da atriz quando mais nova. Ela consegue nos fazer rir com os palavrões e a irreverência da mesma forma que Dercy conseguia. Até os exageros nas expressões faciais ela conseguiu fazer muito bem. Porém, não sei se essa é a intenção da série, mas pelo menos nos dois primeiros capítulos, senti uma Dercy um pouco estrelista, que gostava de fazer tudo ao seu modo e que chegava às vezes até a ser arrogante, mas que no fim dava tudo certo. É evidente também a carga de problemas e de perseguições que ela acumulou ao longo da vida (também, com uma personalidade daquela, eu imaginava que seria assim). Já Fafy Siqueira como Dercy para mim não é novidade, já que ela também apareceu na série Dalva e Herivelto - uma canção de amor (2010). A diferença é que a caracterização nesta microssérie, ao meu ver, está mais fiel à original, e também faz bonito.

Agora, a bandeira inicial da série, de mostrar uma Dercy “de verdade”, talvez pelo poucos capítulos, talvez fosse um equivoco. Vi uma mulher destemperada, que sofreu os preconceitos de sua época, tinha um amor incondicional pelo teatro, uma severidade moral com sua filha, que “namorou 13 anos e casou virgem”, e o que mais? Sim, tenho certeza que tinha muito mais para ser mostrado. Tenho certeza de que Dercy era muito mais do que 4 capítulos.

Fascinante é ver como ela conseguia ser ela mesma em plenos anos 20/30/40, com todo aquele moralismo e convencionalismo que fazia parte daquela sociedade. Talvez seja isso que a tenha levado ao estrelato. As peças em que atuava eram completamente diferentes de tudo aquilo. As pessoas que pagavam para assisti-la, pareciam querer embarcar num mundo mais cru, mais humano, onde falar palavrão, fazer gestos vulgares, fazer deboches mais descarados, não era feio nem falta de classe, mas apenas, um jeito mais humano de ser.

Talvez essa era a mensagem da minissérie: a Dercy de verdade era aquela mesma, sensível, sofrida, escrachada, desbocada, guerreira, severa quando necessário, mas, acima de tudo, um ser humano como a gente, com suas qualidades e defeitos.

Caso você queira saber mais sobre a série, clique aqui.

Danilo Moreira

Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou siga o blog. Obrigado pela visita ao Ponto Três!

FOTO: http://www.portaldasnoticias.com/dercy-de-verdade-saiba-como-sera-a-nova-minisserie-da-globo/

domingo, 8 de janeiro de 2012

Miniconto - A professora


Kadu desejava aquela professora da sua sala. Nova, ruiva, corpo esbelto, roupas comportadas mas que provocava os desejos do adolescente de 14 anos.

Desejos nas noites de seu quarto, no banheiro, na surdina. Mãos trabalhavam mais do que o comum.

Decidiu não perder mais tempo. Esperou o momento certo. Pronto, a bela professora estava sozinha. Avançou até a mulher. Ela que estava corrigindo trabalhos em sua mesa, assustou-se com Kadu. Ele não pensou duas vezes. Deu-lhe um beijo de língua.

Apalpou o seu corpo. A professora, assustada com o atrevimento do rapaz, não reagiu. Começou a sentir um calor imenso dentro de si. As convenções sociais e morais sofreram um forte soco dos desejos, e ficaram para o lado de fora da porta Entregou-se a ele, ensandecida, enlouquecida, pronto a atender aquele corpo ainda em crescimento.

- EI, GAROTO! ESTÁ ME OUVINDO OU VOU PRECISAR REPETIR MAIS UMA VEZ?

Ele murchou. Se esqueceu do real motivo que o trouxera ali.

- Tome a sua prova. Você tirou 2. Sinceramente, você precisa estudar mais.

- E-Eh, po-pode deixar. Obrigado, professora.

E saiu daquela sala, constrangido, com o caderno na frente.

Ele até podia a desejar como um verdadeiro homem, mas, na frente dela, ele não passava de um moleque, mais um que ela era paga para aguentar...

Enquanto isso, as mãos que brincam de ser homem, continuaram também engrandecendo o seu ego, que se sentia tão inferior àquela Vênus escolar...

Danilo Moreira

Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três.

FOTO: http://www.teclasap.com.br/blog/2005/04/25/falsas-gemeas-teacher-x-professor/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...