Neste ano tinha prometido fazer diferente. Ia escrever um dia antes do meu aniversário, que foi no dia 05. Mas, a dispersão, a falta de inspiração e o sono peculiar de quem estudam e fazem estágio novamente adiaram os meus planos.
Sigo em frente com um pequeno retrovisor nos olhos da alma. Presente, passado e futuro brigam o tempo todo num só palco. O Passado age como um dedo indicador o tempo todo me apontando pelos meus erros, e talvez, por não ter errado mais. A outra mão, mais baixa, me parabeniza pelas vitórias que consegui. O Presente me contempla, afinal, finalmente larguei o telemarketing, estou estagiando na minha área de Jornalismo e ainda na maior Casa Legislativa do país. Já registrei boa parte dos meus contos e crônicas, e já estou no start para divulgá-los. Sou mais eu, faço os meus passos, pago minhas contas, tenho mais liberdade. O Futuro me cobra. Pesa. Exige. Parece que nunca estou à altura dele. Acho que nunca vou estar. Sempre vou sentir que falta de alguma coisa, ou, que permanecerei a uma velocidade sempre menor que a dos outros.
Queria apenas agradecer a todos pelo carinho, pelos presentes, pela surpresa do pessoal do estágio, pelo excelente churrasco montado pela galera da faculdade com direito a bolo e tudo. Como é bom estar ao lado de quem a gente ama, fazer bagunça com os amigos, dividir momentos especiais com quem realmente vale a pena. Feliz é o ser humano que pode ter esses momentos especiais.
Até à próxima!
Danilo Moreira
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Ela veio de vez. Entrou na minha vida com a velocidade de um furacão. Seus olhos me enlaçaram. Fui jogado entre pernas, beijos, suor, prazer e orgasmos. Ela dominou a mente. Pernas e mãos se deslocaram para um só ponto. Me levou para os seus caminhos. Dominou a minha alma. Me levou à loucura.
O relógio tocou. Os meus olhos foram abertos pela realidade. O destino me colocou na frente dela. O silêncio dos adolescentes tímidos fechou a minha boca. A alma gritou de lá de dentro. Comecei a suar frio. Os olhos dela pareciam normais. E de repente, senti que o pó debaixo do meu tênis possuía mais visibilidade que o meu coração.
E ela ficou com o cara do Vectra.
Danilo Moreira
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Caminhando alucinado [acorda!] pelo asfalto rachado da minha consciência eu peço pelo amor de [vai trabalhar!] Deus me perdoe pelos meus atos [pague essas contas!] mas preciso parar de pensar tantas coisas ao mesmo tempo por que preciso respirar preciso tomar [atende o telefone!] ar preciso tomar fôlego preciso plantar novas sementes respirar novos ares [presta atenção no que eu estou te falando!] poder ficar descalço sem ter medo de sujar os pés poder gritar a vontade [cala a boca!] sem ter medo de represálias andar de peito nu para o vento que sopra no [oLHA OS COMPROMISSOS!]tempo sem precisar me preocupar eu sou besta [NÃO PODE!]eu me sinto besta eu preciso abrir a cabeça preciso parar de respirar esse [não vai dar tempo, fica para amanhã!] bafo envelhecido de saudades e cotidianidades preciso botar para fora o coração que bate cheio de desejos preciso correr para [hora de dormir!] o alto da escada preciso esticar as pernas preciso esticar os braços [hora de dormir. Acordar cedo amanhã!] preciso esticar a língua preciso esticar o...
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A martelada do sono dos cansados é o remédio que alivia os sintomas por algumas horas.
Mas, amanhã, começa tudo de novo...
Tenha um bom dia!
Danilo Moreira fevereiro de 2011
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De volta, o Ponto Retrô! Para quem não conhece, é uma sessão que trata de antigas atrações, principalmente da televisão e que fizeram história.
O programa de hoje é um verdadeiro símbolo da juventude dos anos 1990. É até hoje lembrado como uma grande referência quando o assunto é entretenimento para essa faixa etária. Comandado por Serginho Groisman, o Programa Livre é a nossa atração de hoje. Segundo o Wikipedia, a estréia ocorreu em agosto de 1991, como parte das comemorações dos 10 anos do SBT. Serginho chegou a sugerir a Silvio Santos para que se chamasse de “Fala, garoto”, mas: “Ele falou: ‘não! Vai ser Força. Jovem’. E eu disse que parecia torcida organizada. Daí lembrei que, quando eu ia ao cinema, por causa da censura, tinha um selo antes de começar o filme escrito “Programa Livre”. Dei esse nome por causa disso. E o ‘Fala, Garoto’, o Silvio sabiamente pegou e registrou para o SBT. Nunca poderei ter um programa com esse nome”, contou o apresentador, em entrevista à sessão Gente do site IG, em fevereiro deste ano.
Logo, o Programa Livre se tornou febre nas tardes da semana. Uma marca do programa eram as legendas enormes e multicoloridas, que mudavam de cor o tempo todo como um pisca-pisca, um recurso até então inédito em atrações da emissora. Além disso, bonecos animados eram colocados enquanto as bandas se apresentavam, além de efeitos de chuviscos em suas roupas. O programa contava com vários quadros, entre eles, gincanas, e promoções inusitadas (como a de quem tivesse o tênis mais surrado jogava-os para o apresentador e ganhava um produto).
Entrevistas memoráveis
Mas, com certeza o que de fato marcou o Programa Livre foram as entrevistas e apresentações musicais. Bandas e cantores que fizeram história na música nacional e internacional passaram por lá. Legião Urbana, Mamonas Assassinas, Chico Buarque, Tim Maia, Scorpions, Kiss, Alanis Morissette, entre outros, fizeram participações memoráveis, intercaladas com entrevistas interativas com o público. Atores e atrizes mundialmente conhecidos, como Sandra Bullock, também marcaram presença. Outras celebridades mais inusitadas, como Inri Cristo, também participaram do programa. Para fazer as perguntas, bastava um jovem levantar a mão, o apresentador lhe passava o microfone, acompanhado de um “Fala, garoto (a)!”, famoso bordão que se tornou sua marca registrada.
Momentos inusitados também marcaram aquele palco. Segundo o site SBT World, em uma participação da cantora e atriz mexicana Thalia, um garoto perguntou se ela realmente havia tirado uma costela para ficar mais magra. Thalia não respondeu, pediu que o jovem descesse da platéia, levantou os braços e convidou-o a apalpá-la para ele mesmo tirar as suas conclusões. Era muito comum surgirem perguntas que deixassem os entrevistados na saia justa (ou até mesmo quem perguntou), isso quando nesse meio não rolavam cantadas (na maioria, baratas), tanto por parte da platéia como até mesmo do entrevistado, normalmente em tom de brincadeira. Assuntos como sexualidade, drogas, e outros temas polêmicos também eram discutidos e com participação de especialistas.
Herdeiro e antecessor
Não é a primeira vez que Serginho tem esse tipo de experiência com o público jovem. Ela vem dos tempos em que comandou o Matéria Prima (inicialmente no rádio, que depois foi para a Tv Cultura, no final dos anos 80), que seguia a mesma linha.
Em 2001, Serginho foi para a Tv Globo, onde lá, começou a apresentar o Altas Horas, considerado herdeiro do programa, com algumas modificações, principalmente no horário, sendo exibido nas madrugadas de sábado. A atração está no ar até hoje, assim como em alguns momentos, o velho bordão “Fala, garoto”. Apesar de manter bons índices no horário, a atração nem de longe tem a repercussão propagada pelo seu antecessor.
Os últimos dias do Programa Livre, antes de ser extinto no mesmo ano, contou com o revezamento de vários apresentadores, dentre eles, Cristina Rocha, Márcia Goldschmidt, e Ney Gonçalves Dias, segundo o Wikipedia.
Respeito à inteligência do jovem
Quantas atrações você mesmo já viu que mostram jovens como sujeitos que fazem de tudo, menos algo de útil? Futilidades, casos inusitados, infantilidades e estereótipos, lamentavelmente são comuns em atrações destinadas à esse público. O Programa Livre era um oásis dentro desse cenário. Era bacana ver a juventude da época (lembrando que estamos falando dos anos 90 – onde acesso à Internet e à informação era bem mais limitada), discutindo sobre assuntos adultos e dialogando com artistas e especialistas. Ele realmente se tornou uma representação de seu tempo. Felizmente, Serginho, nos seus atuais 61 anos, continua na ativa e investindo nesse formato, ainda que em outra faixa de horário e em outros tempos (hoje, no Altas Horas, rola até mesmo perguntas via Webcam de gente espalhada pelo mundo). Outros programas com formato um pouco parecido, como “Ao Ponto” (Tv Cultura), comandado pelo psiquiatra Jairo Bauer, também promove esses debates. É uma questão de respeito com um público que mais do que nunca está informado, e ainda que haja várias criticas à essa geração, eles (estou ficando velho, não me incluo mais nessa faixa rs) ainda tem muito que dizer.
Para matar a saudade, veja a vinheta de abertura do Programa Livre:
Isso é tudo. Até a próxima sessão Ponto Retrô!
Danilo Moreira
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