quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Seco


Seco é o pó que vejo pela frente
Seco é o olhar que emito sobre os dias de hoje
Coloco em evidência o ar de fim que assola e liberta a humanidade
Seco é o sol desbotado que me cobre com lã o calor que me faz ficar desidratado
Seco é pó doce que jogado no asfalto vira alvo de muitos pés
Seco é a língua de sede que só recebe pó dos escapamentos dos carros.

Não consigo acender as luzes da razão neste barulho
.

Seco é o coração e a indiferença dos tiros que cortam sua casa

Seco é o momento que tudo parece ficar amarelo-escuro
Para no fim das contas tornar-se uma escuridão monopolista
Seco é a água hoje
Seco é a lagrima que cai hoje
Seco é o braço que só busca prazer
Seco é o rancor que consome a todos
Seco e o tesão por corpos socialmente descartáveis
Seco e o tenso momento de corrida contra as horas
Seco é aquele braço maldito que atrapalha o seu tempo.

Seco é a terra rachada, a casa rachada, o homem rachado, as memórias rachadas.

Seco, até não ficar nenhuma ponta de vida, até virar os pedaços.

Seco, até que nem pra estar seco.

Seco, até o entulho se tornar nada.

Danilo Moreira
janeiro de 2010

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Onde está a chave?


Às vezes me sinto com a mente tão vazia.

Não sei, mas sabe quando bate aquele desejo de escrever, mas nada passa à sua mente? É como se você estivesse numa sala iluminada com uma luz fluorescente piscando, em paredes descascadas, sem móveis, você andando de um lado para o outro, com desejo de escrever de sobra, mas faltando e muito aquela inspiração. Falta inspiração, falta tempo. O relógio também suga a minha inspiração. O relógio, o tempo, a falta de tempo, a rotina, o trabalho, as contas... Afinal, o que está acontecendo comigo?

Tenho que admitir que vivo em uma cidade e em uma época onde o ser humano tem mais deveres, mais informação, mais compromissos com o relógio. Isso ainda agravado por morar numa cidade como São Paulo, onde a pressa é tão companheira quanto a falta de tempo, o trânsito, etc.

Talvez por isso que tantas pessoas sentem falta da infância, da adolescência, dos tempos dos colégio... tempos onde se tinha mais tempo. Tempo para pensar, tempo para não pensar em mais nada, tempo para se divertir, tempo para observar uma formiga caminhando na calçada, para perguntar aos mais velhos os porquês que a vida nos cria, tempo para tudo. À medida que vamos ficando mais velhos, esse tempo vai acabando. Vem a necessidade de trabalhar, de estudar, vem o casamento, os filhos, aumenta-se as responsabilidades, o trânsito, a perda de tempo, e por ai vai. Somos pessoas cada vez mais sem tempo para ver a nós mesmos.

Mesmo falando sobre isso, tem momentos em que me sinto culpado. Sou solteiro, não tenho filhos, sou jovem, ainda não preciso assumir certas responsabilidades que até gente mais nova do que eu já têm. Mas não sei, tenho a sensação de que algo em sufoca, algo me prende e não me deixa livre no pensamento. Alguns vizinhos mais supersticiosos me dirão que é energia negativa, inveja, etc. Minha mãe vai dizer que eu durmo muito tarde, e que não me alimento direito. Outros darão n palpites, mas no fim, continuarei me sentindo da mesma forma: ainda na sala vazia, andando de um lado para o outro, me sentindo com a mente vazia (e relaxe, mesmo vazia, a oficina continua sendo controlada por mim mesmo, e de certa forma, por Deus).

É claro, para quem escreve, passar por isso é a coisa mais normal do mundo, tanto que já estive na tal sala várias vezes. Mas dessa vez parece diferente. Sinto que algo está me prendendo, sinto que algo está me deixando preso naquela sala. Coloquei a falta de tempo aqui como um possível motivo, mas diante da complexidade do ser humano, quem sabe que se a verdade pode estar ou não bem debaixo do meu nariz...

Afinal de contas, onde está a chave?

Danilo Moreira
junho de 2010

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O lado escuro da balança


Uma roda de amigos, no bar, à noite, num bairro qualquer.

Leiliane: A sociedade é hipócrita. O ser humano é hipócrita.

Conrado: Todos são normais por fora, mas são bizarros por dentro.

Paula: Eu sou bem resolvida, não preciso me esconder de ninguém. Tenho minha vida simples de estudante universitária e trabalhadora. Procuro apenas um companheiro. Não quero me casar. Tem quem me cobra arranjar um namorado.

Felipe: Meu negócio é mulher. Não tenho vontade de me casar, só quero curtir. A sociedade que se dane.

E no brinde com cerveja, quatro mãos se juntam num só desejo.

- Fora hipocrisia! Viva à liberdade!

O relógio tocou. Era hora de irem embora.

Leiliane se despediu dos amigos. Encontrou pelo caminho uma loira sensual, com cara de fútil. Olhou-a com ódio por ser daquela forma, tão desprezível, por ser tão ela mesma. Andou mais alguns quarteirões. Olhou para os lados. Abriu seu sobretudo. Formou-se uma fêmea com pouca roupa e muitos desejos. Logo um rapaz se aproximou. Deu em cima dele. Foram para um galpão abandonado. Fizeram amor ali mesmo.

Conrado saiu do bar a passos lentos. Não queria ir para casa. Resolveu pegar um ônibus, sem rumo. Desceu numa avenida distante. Olhou se alguém suspeito o veria. Ninguém à vista. Sentiu-se livre. Tirou a camisa pólo. E num misto de desejo e irritação, começou a lamber as portas esteiradas dos estabelecimentos fechados.

Paula ainda tomou mais uma cerveja. Quando saiu, sentiu seu corpo solto como se tivessem jogado óleo lubrificante nas suas articulações. Começou a correr pela rua, gritando altos palavrões contra a sua rotina. Chegou até um cruzamento vazio. Sentou no meio. Olhou para os quatro cantos. Não sabia para onde ir. Ou ia para a casa de Thiago, transar com ele como prometido, ou para a casa de Alessandra, transar com ela conforme prometido. Ou para a casa de Juliano, formalizar o seu namoro, ou para casa de Luciano, seu ficante-amigo-companheiro de todas horas, jogar videogame.

Felipe foi a último a sair. Andou calmante até seu carro. Pensou em ir para casa mas pensou em assediar algumas garotas na rua. Apenas mexer, porque seu negócio eram garotos, jovens, cheios de estilo e músculos. Foi encontrar Cacá em sua casa, vestido com a bermuda jeans, a camiseta de gola em V e um tênis de skate branco velho que tanto o excitava. Sua língua começou por ele. Logo, já estavam brincando de marido e mulher.

A noite passou. Leiliane se vestiu e voltou para casa. Conrado foi lavar a boca com sabão. Paula foi na casa de Luciano jogar videogame e Felipe acordou abraçado com um pé do tênis de Cacá.

O relógio tocou. Vestiram-se com suas normalidades. Foram para sua rotina. A sensação de culpa foi junta. O tempo escasso para refletir deixou-a guardada para depois.

E à noite, no mesmo bar, os amigos se reencontraram.

Leiliane: Vi uma biscate no caminho de casa! Vagabunda! Como mulher se presta à um papel daquele?

Conrado: Tenho medo desse povo doido que a gente encontra à noite.

Paula: Sou uma pessoa bem resolvida, e madura.

Felipe: Ontem peguei duas mulheres. Até acordei abraçado com um dos saltos dela. Eu não sou como esse povo moderninho que acha legal pegar homem e mulher. Eu sou macho.

E todos riram, felizes, pois a balança estava equilibrada entre a moral da sociedade e o imoral dos seus sentimentos.

- Abaixo a hipocrisia!

Com as portas trancadas para o outro lado, é fácil dizer.

Até o dia em que:

o Abaixo a hipocrisia

for

a hipocrisia

vindo

abaixo!

Danilo Moreira

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FOTO: http://julysilver.blogspot.com/2010/04/balanca.html

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Três visões paulistanas


Olá, leitor!

“Alguma coisa acontece no meu coração/ Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João. [...]”

Hoje, 25 de janeiro, São Paulo faz 457 anos!

Falar da casa da gente é outra coisa. Nós sabemos dos problemas cotidianos, como o trânsito, violência, entre outros. Mas, como toda casa, onde a gente come, trabalha, dorme, e se diverte, o que sempre prevalece é o amor por ela, amor incondicional, de quem sabe das suas peculiaridades, e que assim como família, a gente consegue amar e odiar, mas não sabe viver sem.

E como homenagem, o Ponto Três resolveu fazer diferente. A seguir, uma entrevista pingue-pongue, com a visão de três moradores de São Paulo.

Gilson Alves, 22 anos, autor do blog Pré-Textos.

Marcio Andrade, 31 anos, estudante de Jornalismo.

Rodrigo Yoshizumi, 21 anos, autor do blog Espaço em Branco.

1. Há quanto tempo mora em São Paulo?

Gilson: desde de sempre (22 anos)

Márcio: 31 anos, fez ontem! (risos) Nasci aqui e pelo jeito é aqui que vou morrer! (risos)

Rodrigo: oficialmente, há pouco mais de 4 anos.

2. Qual bairro/região?

Gilson: Jardim Novo Marilda, extremo Sul da Zona Sul

Márcio: adivinha, Parelheiros! (extremo sul)

Rodrigo: morei dois anos na Vila Matilde, zona Leste, depois um ano no Jaguaré, Zona Oeste, e há um ano na Vila Mariana, Zona Sul, onde moro atualmente.

3. Se fosse montar um ranking, quais seriam os seus três locais preferidos na cidade?

Gilson:
1. Ibirapuera (o parque é ótimo, ainda conta o MAM, Museu Afro, a Oca...)
2. Pinacoteca, Parque da Luz. A região é histórica e tem nas proximidades o Museu da Língua Portuguesa e o Memorial da Resistência de São Paulo
3. A Av. Paulista, como gostam de dizer, “a mais paulista das avenidas.” Moderna, ela reúne gente de todas as tribos...

Márcio: Ibirapuera, Praça da Sé (ou a região do Centro) e a USP! Ah, e salve os bares! Até dia de segunda tem diversão!

Rodrigo: Com certeza, o número 1 é onde eu passei mais tempo, por conta da faculdade (sou formado pela Cásper Líbero) e também pelas inúmeras opções de lazer: a Avenida Paulista. Número 2 é a região Central de São Paulo (região da Rua XV de Novembro, Largo São Bento), onde trabalhei por um ano. É um lugar lindo. E número 3 a região aqui da Vila Mariana, onde eu moro (que é perto do Parque do Ibirapuera, tem vários bares legais, etc.).

4. Qual personalidade famosa, na sua opinião, é a cara de São Paulo?

Gilson: vou copiar do Caetano (risos), Rita Lee.

Márcio: Cara, Demônios da Garoa, Titãs! E ainda o Ira, são tanto a cara de Sampa que até já conheci os caras em um dos diversos bares maravilhosos da cidade.

Rodrigo: Essa pergunta é difícil... Muitos já dizem, já é praticamente um clichê, mas São Paulo tem milhões de faces. Difícil definir uma.

5. Para você, um verdadeiro paulistano é...

Gilson: tolerante (pois sabe entender a bonita mistura existente na cidade:
nordestinos, orientais, etc); dinâmico (pois é a cidade onde TUDO acontece); bem informado; e só para não quebrar a tradição: trabalhador

Márcio: Todo aquele que se previne, levando consigo um guarda-chuva, até em dia de sol!

Rodrigo: É aquele que sabe que é paulistano. Só gente que é sabe o que é ser um verdadeiro paulistano...

6. Só acontece em São Paulo...

Gilson: a noite paulistana... Acho que tem tantas opções... Só aqui.

Márcio: Trânsito lento em dia de feriado e domingo!

Rodrigo: as chuvas de São Paulo. É uma desgraça, por conta dos problemas que traz como as enchentes, mas é uma chuva única. Só paulistano sabe o que é.

7. Qual o maior problema na região onde vive?

Gilson: Transporte. A zona sul é uma das menos banhadas pelo transporte rápido(nosso metrô vai só ate o Jabaquara e o trêm ate o Grajaú, no entanto extremo sul da Zona Sul se estende além de Parelheiros...)

Márcio: São muitos, mas o transporte público é um saco! Apesar de já ter melhorado, mas é preciso muito mais.

Rodrigo: O aluguel é definitivamente um problema. É muito caro morar por aqui.

8. Deixe uma pequena homenagem à cidade.

Gilson: Bom, vou colar um textinho antigo que escrevi, mas que deixa bem claro a minha relação com a cidade:

Eu Paulistano

Sou filho do povo baiano
Que junto com o restante do nordeste
Tanto ajudou a construir o sudeste

Levantou as paredes de concreto da terra da garoa
Entre suor e lágrimas, calos e dores
Fincando nesse chão novos amores

Povo que largou o chão sofrido
Que só palma produzia
Rumo a cidade cinza onde a fumaça fluía

Gente que explorou os extremos
Saindo do centro e indo para margem
Formando os guetos e gerando nova paisagem

Aqui tudo resultou em encontros
Pernambucanos com baianos
Cearenses e alagoanos... Entre outros tantos

Como uma nova miscigenação
Brasileiros e brasileiros
Estreitando os laços, dando as mãos

Eu Paulistano, produto das linhas acima
Trabalho como os que aqui sempre trabalharam
Mas sonho como os que para este São Paulo migraram

Márcio: Eu já tenho até uma música, dentre várias composições que faço, mas o mais legal é ver a diversidade humana que esta cidade agitada tem. É algo único e mágico e é como se o mundo inteiro estivesse aqui. Demais!

Rodrigo: Existe um site que é em homenagem a São Paulo. Ao invés de fazer uma homenagem, divido o link com quem não conhece: http://www.saopaulominhacidade.com.br/ . Neste site, você encontra fotos, histórias, músicas e muito mais, tudo relacionado à cidade que tanto amamos. Parabéns, São Paulo!

É isso. Obrigado a vocês três pela participação! Parabéns à cidade que não para, do Marsilac ao Pico do Jaraguá, do Itaim Paulista à Vila Sônia, a todos os moradores, a todos que ajudaram a construir a nossa história.

Parabéns, São Paulo. Parabéns a todos nós.

Até a próxima!

Danilo Moreira

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FOTO: http://www.saopaulo.sp.gov.br/en/conhecasp/turismo_pontos-turisticos_vale-anhangabau.php

sábado, 22 de janeiro de 2011

Twitter: dois lados


Desde o ano passado sou um usuário do Twitter (caso você não conheça, clique aqui). Certa vez, comentei no trabalho o quanto eu estava viciado no site. E como resposta, ouvi: “Não vejo graça. O que me interessa ver alguém escrevendo o tempo todo baboseiras que nada mudam a minha vida?”. Nesses dias me peguei pensando sobre essa utilidade. Com base nisso, venho trazer neste post dois exemplos bem interessantes, e opostos, sobre como essa rede social pode sim interferir na vida de uma pessoa.

Há o lado útil. Diante das tragédias causadas pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, observa-se uma verdadeira legião de celebridades e anônimos que a todo tempo trocam informações e divulgam locais para a arrecadação de mantimentos e doações por todo o Brasil, além de informações dos próprios moradores sobre o que ocorre nos locais arrasados. Um dos maiores exemplos que conheço de pró-atividade dentro de uma rede social é o @vozdacomunidade, um perfil do jornal homônimo comandado por Rene Silva, de apenas 16 anos, que foi muito noticiado no ano passado, na época das operações no Complexo do Alemão. Neste mesmo perfil, o jovem, trazia notícias do que ocorria de lá de dentro. Após o fim da operação, o que se vê é o @vozdacomunidade sempre organizando vários eventos e campanhas para as comunidades.

Rene, com o Jornal Voz da Comunidade

Mas, tem um outro lado, o para denegrir. Na noite do dia 16 para 17 de janeiro, olhei nos Trending Topics, e lá aparecia o nome da atriz Florinda Meza, intérprete da Dona Florinda do seriado mexicano Chaves. Ao clicar lá, me deparei com a notícia de que ela havia morrido, espalhada por um perfil fake da apresentadora Paty Chapoy, e confirmado por vários sites pelo mundo. Alguns canais como a CNN mexicana já trataram de desmentir o fato, mas, a onda de boatos no Twitter obrigou a própria Florinda a criar um perfil apenas para esclarecer que não estava morta:

clique na imagem para visualizá-la melhor

Ainda no perfil, a atriz, atualmente com 62 anos, pedia para muitos de seus fãs para repassarem a mensagem para acabarem os rumores. Pelo jeito, nem as novas tecnologias conseguem escapar do velho mal dos boatos. Só que nas redes sociais, o ele parece se espalhar na velocidade da luz. Pobre do artista que acaba por ter a sua vida atormentada por tantos boatos.

Fora as piadas de mau gosto, seja de quem for, seja do que for. Nem a tragédia no Rio foi poupada das piadas maldosas. Quando Dilma foi eleita, uma garota postou ofensas a nordestinos, o que gerou uma grande revolta por parte dos twitteiros. Outros realmente postam coisas muito inúteis, e que talvez, deveriam nem ultrapassar as paredes de um banheiro.

E esse é o Twitter, que assim como outras redes sociais e a Internet em si, é uma ferramenta usada tanto para o bem, quanto para o mal. Muita gente ainda vê as novas tecnologias apenas como algo negativo, que nada, acrescenta a vida das pessoas. Não é bem por aí. O problema não é a ferramenta, mas sim, quem e como decide utilizá-la. E diferente da televisão, onde nem sempre temos opções interessantes para assistir, na web, podemos escolher qual conteúdo desejamos consumir, basta ter o discernimento para tal, e saber que nada do que se posta na internet é 100% falso, ou, 100% verdade absoluta.

Danilo Moreira

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FOTO:
http://guebala.blogspot.com/2010/11/voz-da-comunidade.html
http://www.joaobem.biz/blog/5-dicas-para-usarmos-o-twitter-nos-nossos-negocios/
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