domingo, 31 de outubro de 2010

O último da sala...


Já teve aquela sensação de estar parado no tempo? Aquela sensação ruim de ficar para trás? Aquele sentimento incômodo de quando se fica por último numa sala?

Certo dia, olhei uma pasta com fotos do trabalho, com cerca de um ano atrás. Me espantei com a quantidade de pessoas que não estavam mais lá. E eu, mesmo querendo sair, ainda continuava, sem qualquer expectativa concreta para sair.

Já senti algo parecido há alguns anos. Quando me formei do ensino médio, via as pessoas já trabalhando, e eu ainda desempregado, até que finalmente arrumei emprego. E agora, quero sair do meu atual emprego, mas por enquanto, ainda continuo nele. E do meu grupo, dos antigos, sou o único que ainda continua. A última pessoa, dentro do meu setor, que tinha mais tempo do que eu, saiu ontem, felizmente, para outro emprego, na área em que ela se formou. Agora, resta apenas eu.

Não sou mais criança, sei que esse processo é natural da nossa vida. Sei que existem pessoas ativas e acomodadas, e estas últimas, muitas vezes nem reparam que o são. Eu mesmo até pouco tempo, estava nesse meio. Sei que estamos o tempo todo mudando, e muitos o tempo todo querendo mudar. Difícil é quando essa busca parece longe, e vemos muitos de nossos companheiros a conseguindo, e nós, ficando para trás. Se sentindo até mesmo como resto. Entra aí o sentimento dúbio: felizes pela pessoa, e tristes por nós ainda não termos conseguido. Fica-se aquele vazio, e ao olhar essas fotos com todos então, aí é que você realmente se sente mal.

Por isso que o importante é botarmos em nossa consciência essa noção da mudança constante, que nada é para sempre, nem nós mesmos, nem nossos grupos sociais. Isso vale para qualquer lugar, na família, na escola, na faculdade, no trabalho. Em segundo, que precisamos sempre buscar os nossos objetivos, não se acomodar com o que tem, não deixar que o apego àquele grupo social o faça desistir dos seus próprios sonhos. É o que eu chamo do bom individualismo, aquele onde você prioriza os seus sonhos. Fora que, pessoas queridas são pessoas queridas. Quem te ama, te adora, te considera muito, sempre irá te acompanhar, não importa onde você esteja, mesmo que à distância. Obviamente, não será da mesma forma. O cenário não será o mesmo. Mas, ainda sim, estará lá, querendo saber de você, comemorando junto as suas conquistas, e vice-versa.

Agora, quanto ao fato do caminho, é como uma pessoa muito amiga minha me disse, quando nos encontramos ontem, “se não conseguiu agora, é porque não é a sua hora, espera que esse dia vai chegar”.

E até lá, continuarei no mesmo lugar, sentindo-me numa sala onde todos já foram embora, menos eu. Continuarei tentando engolir essa bebida amarga, mesmo me vendo sozinho em vários espelhos, revolto por vários quadros antigos.

E a vida continua... com a esperança de quem ainda irá buscar muito, para além daquela sala infértil, mesmo sendo o último a fechar a porta...

Danilo Moreira

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FOTO: http://margensdapoesia.blogspot.com/2009/01/o-vazio.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Antes e Depois - Os Atores de Castelo Ra-Tim-Bum

Um castelo encravado no meio de edifícios. Um menino de 300 anos. Um gato falante que toma conta da uma biblioteca. Botas falantes. Uma cobra rosa que mora numa árvore. Uma bruxa boazinha que adora contar histórias. Essas e outras figuras fazem parte do premiadíssimo seriado infantil Castelo Rá-Tim-Bum, produzido pela parceria Tv Cultura de São Paulo/ Fiesp, entre os anos de 1994 e 1995. Criado pelo dramaturgo Flávio de Souza (o tio Dudu de “Mundo da Lua”) e o diretor Cão Hamburger, até hoje o Castelo é uma referência quando o assunto é programa infantil realmente educativo.
E hoje, 15 anos depois, falaremos dos principais interpretes da série, mostrando como eram antes e como estão hoje.

>>> Cássio Scapin (Nino)


Cássio Scapin nasceu em São Paulo no dia 11 de dezembro de 1965.

Cursou teatro inicialmente na Escola Célia Helena. Em seguida, se formou pela Escola de Arte Dramática (EAD/USP). Trabalhando como ator desde os 17 anos, Cássio já atuou em várias peças, “Visitando o Sr. Green" (ao lado de Paulo Autran), e em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, (direção de Regina Galdino), recebendo os prêmios de Melhor Ator nos prêmios Apetesp e Shell (1998). Na TV, além do Castelo, já atuou em produções como Telecurso 2000, em minisséries como o inesquecível Santos Dumont de “Um Só Coração” (Tv Globo – 2004), e em novelas como Razão de Viver (SBT – 1994), e recentemente em novelas da Tv Record, como as da saga dos Mutantes.

Atualmente, aos 44 anos, atua na novela “Ribeirão do Tempo” (Tv Record), como o personagem Sereno.

>>>Luciano Amaral (Pedro)


Luciano Amaral nasceu em Pindamonhagaba (SP), em 1º de setembro de 1979. Aos 6 anos de idade, foi chamado para fazer um comercial do Vick Vaporub. Foi um ator de comerciais até surgir o teste para atuar numa nova atração na Tv Cultura de São Paulo. Foi então que o Brasil conheceu Lucas Silva e Silva, o garotinho inesquecível com seu gravador e seu Diário de Bordo, no seriado “Mundo da Lua” (1990-92). Em 1994, veio o Pedro do “Castelo Ra-Tim-Bum”. Em 1995, foi contratado pelo SBT para atuar na novela Razão de Viver. Tempos depois, aparecia em quadros no Telecurso 2000, e em 1997, volta à TV Cultura para apresentar o “Turma da Cultura” e a peça do Castelo Ra-Tim-Bum. Em 2002, enquanto Cursava Rádio e TV, retornou ao SBT para ser um dos apresentadores fixos do Teleton, além de comandar o programa "Acesso Total", programa em parceria SBT/AACD para portadores de deficiências físicas.

A partir de 2004, sua carreira entra numa nova fase: como apresentador de programas especializados em games. Já passou em emissoras como Band (G4), MixTv (GameTv), e atualmente, aos 31 anos, apresenta o MOK, no canal a cabo Play TV.

Uma curiosidade: após voltar dos EUA, Luciano co-digiriu “Onde está o Nino?”, espetáculo teatral do Castelo Rá-Tim-Bum, com produção da Time For Fun, no Teatro Abril.

>>>Cinthya Rachel (Biba)


Cinthya Rachel nasceu em Santos, em 17 de junho de 1980. Ficou conhecida após a participação numa propaganda de Tang, aos 7 anos. Já atuou em minisséries como Abolição (SBT – 1988). No Castelo, atuou com 14 anos. Em 1997, apresentou o Turma da Cultura. Formou-se em Jornalismo e trabalhou como repórter no extinto Domingo da Gente (Tv Record – 2000/2005) e no programa Raul Gil, na época, na mesma emissora.

Atualmente, Cinthya está com 30 anos, e cursa Publicidade. Mais afastada da TV, dá aulas de interpretação para crianças, tem um canal de vídeos sobre maquiagem, e em escreve frequentemente em seu site. Aliás, quando eu estava começando na blogosfera em 2007, na época com o blog “Em Linhas...”, tive a surpresa ao receber um comentário seu, elogiando o blog e incentivando para “nunca deixá-lo de lado, como muitos fazem”. De todos os atores do programa, é a pessoa que mais vejo presente nas redes sociais.

>>>Freddy Allan (Zequinha)


Freddy Allan Nasceu em 19 de julho de 1985. Começou sua carreira aos 7 anos, atuando na peça “A Fuga do Planeta Kiltran". Com ela, foi indicado ao prêmio APETESP como ator-coadjuvante. Foi convidado pelo diretor Cão Hamburger para um teste, e em 1994, entrou no Castelo como o inesquecível Zequinha, o “caçulinha” da turma.

Depois disso, fez algumas participações no Telecurso 2000, atuou em apresentações com o personagem Zequinha (me lembro bem de uma apresentação sua ao lado de Cinthya Rachel no programa “Eliana e Cia” – Tv Record – 1999). Era a peça Castelo Rá-Tim-Bum, sob direção de Mira Haar (a Carolina de “Mundo da Lua”)

Sua carreira, a partir daí, passou a ser exclusivamente no teatro. Ficando um bom tempo sumido da mídia, foi para a Alemanha, e participou do festival Ruhrfestspielen (2004), em Recklinghausen, da abertura da temporada 2005/2006 do Teatro Volksbühne, em Berlim, com o Teatro Oficina, direção de Zé Celso Martinez Corrêa. Trabalhou durante seis anos no Teatro Oficina, dirigiu o curta-metragem “Alma” de Oswald de Andrade, e outras produções cinematográficas.
Atualmente está com 25 anos, e trabalha pela abertura do Teatro Dulcina na Cinelândia, montando a peça “A Morta”, para o Movimento Dulcynelandia (movimento em memória viva da atriz Dulcina de Morais). De vez em quando aparece dando entrevistas principalmente pela internet, ou em chats com seus fãs.

>>>Sergio Mamberti (Dr. Victor)


Sergio Mamberti nasceu em Santos, em 22 de abril de 1939. Formou-se em 1961 pela EAD (Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo). Além de ator, dramaturgo, há mais de 40 anos.

Sérgio já era um ator conhecido bem antes do Castelo. Estreou profissionalmente em 1962, com “Antígone América”, texto de Carlos Henrique Escobar dirigido por Antônio Abujamra, e produzido por Ruth Escobar. No cinema, estreou em 1966, com o filme "Nudista à Força". Atuou num famoso filme da época, "O Bandido da Luz Vermelha" (1969). Na televisão, estreou na novela “Ana” (Tv Record, 1968). Atuou em novelas e minisséries de várias emissoras, dentre elas, “Pantanal” (Manchete, 1990), “Engraçadinha” (Tv Globo, 1995) e “O Profeta” (Tv Globo, 2007).

Além da carreira artística, Sérgio já ocupou vários cargos no Ministério da Cultura no governo Lula. Já foi Diretor da Secretaria de Artes Cênicas, Diretor da Secretaria de Música, Diretor da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e Presidente da FUNARTE.

Atualmente está com 71 anos e continua atuando principalmente em produções da Tv Globo.

>>>Rosi Campos (Bruxa Morgana)


Rosi Campos (Rosângela Martins Campos) nasceu em Bragança Paulista (SP), em 30 de março de 1954. Formou-se pela Escola de Comunicações de Artes da USP no início dos anos 1980, trabalhando inicialmente como assessora de imprensa. Atuou em alguns grupos de teatro como o Teatro do Ornitorrinco. Na televisão, estreou na novela “Brasileiras e Brasileiros” (SBT – 1990). Além do Castelo, Rosi, atuou em vários papéis marcantes na televisão. Dentre os mais recentes, destaca-se a inesquecível e irreverente Edilásia Sardinha, a Mamuska, da novela global “Da Cor do Pecado” (2004).

Atualmente, Rosi está com 56 anos e vira e mexe aparece em novelas e minisséries da Tv Globo, além de paralelamente estar no teatro e no cinema (como em Chico Xavier, O Filme – 2010). Segundo o site BDI, a atriz já está confirmada para “Insensato Coração“, novela global de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, prevista para estrear na emissora em 2011.

E por hoje é só. Até a próxima Sessão Antes e Depois, aqui, no blog Ponto Três!

Danilo Moreira

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FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_R%C3%A1-Tim-Bum

http://www.naosalvo.com.br/vc/por-onde-andam-os-personagens-do-castelo-

ra-tim-bum/

http://forum.clickjogos.uol.com.br/showthread.php?t=12987

http://acid-lips.net/blog/?p=668

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Cassio Scapin - Nino

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1ssio_Scapin

http://www.spescoladeteatro.org.br/enciclopedia/index.php/Cassio_Scapin

http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/teatro/ult1759u239.jht

m

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Luciano Amaral - Pedro

http://www.lucianoamaral.com/luciano/HISTORIA.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Luciano_Amaral

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Cinthya Rachel - Biba

http://www.cinthyarachel.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinthya_Rachel

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Freddy Allan - Zequinha

http://pt.wikipedia.org/wiki/Freddy_Allan

http://www.terra.com.br/istoegente/369/reportagens/fredy_allan.htm

http://www1.folha.uol.com.br/fol/cult/cu19056.htm

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Sergio Mamberti - Dr Victor

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.

cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=847

http://www.telehistoria.com.br/canais/biografia.asp?idConfiguracao=1161

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Rosi Campos - Bruxa Morgana

http://www.epipoca.com.br/gente_detalhes.php?idg=266458

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosi_Campos

http://pt.wikiquote.org/wiki/Rosi_Campos

http://batalhadoibopee.wordpress.com/2010/06/27/os-projetos-da-atriz-ro

si-campos/


FOTO:

http://www.minhainfancia.com.br/castelo_ra-tim-bum.htm

http://forum.clickjogos.uol.com.br/showthread.php?t=12987

http://anderson-der.blogspot.com/2010_04_01_archive.html

http://anderson-der.blogspot.com/2010_04_01_archive.html

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diversao/2010/04/01/244550-com-a-

estreia-de-chico-xavier-conheca-artistas-que-praticam-o-espiritismo

http://contigo.abril.com.br/noticias/as10coisas/bruxas-da-ficcao509461




domingo, 26 de setembro de 2010

Vai voando...


Quem adoça a minha boca terá o meu coração sempre que precisar.

Não estou falando de amor. Estou falando de compaixão. Compaixão pelo próximo. É o amor que mais falta, tanto no mundo lá fora, quanto no mundo das palavras.

Quem amarga a minha boca saiba que envenenado poderei cuspir de volta, para que sinta o sabor destruidor de suas palavras malditas.

Não sei quem está regendo minha orquestra de visão de mundo agora, se sou eu, se é minha mente ou se é tudo junto.

Mas o ser humano vive suas fases, tenta ganhar suas batalhas, mas quando perde uma, nunca mais a esquece.

Batalhas são batalhas, mesmo que sejam dentro de nós mesmos.

Faltam-me palavras para descrever a falta de palavras. Sobram-me sentimentos para dizer o que sinto.

Qual é a verdade? Qual a real verdade? A minha? A sua? A dele? A nossa? Quem sabe da verdade? Qual verdade minha é a mentira sua?

No fim das contas, só quero ser feliz como todo mundo, nem que a felicidade seja a própria busca cotidiana pela felicidade.

E voam as palavras pelo piso branco e virtual.

Voam pela mente, passam pelo tempo, e voltam para a memória.

Danilo Moreira


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http://marcelohirota.blogspot.com/2009/12/pensamento-solto.html

domingo, 12 de setembro de 2010

Vinte e Cinco


É só mesmo para deixar registrado.

No domingo, dia 05, fiz mais um ano de vida

Quis comemorar o dia todo em casa, com a família, coisa que não fazia há uns três anos. Levantei-me tranquilamente, com uma louca vontade de arrumar alguns papeis jogados em um canto do meu quarto. No fim das contas, encontrei até o telefone e o e-mail de uma ex-namorada, já amarelado pela umidade. Foi um dia bacana, apenas com a família e dois grandes amigos.

Do ano passado pra cá, até que fiz bastante coisa. Mudei para Jornalismo. Participo do blog da minha sala. Produzi textos que já foram elogiados por profissionais da área de jornalismo e da literatura. Fiz minha primeira “matéria” num restaurante japonês. Visitei editorias de arte de alguns jornais e senti um pouco mais próximo a profissão que escolhi. Terminei finalmente de digitar os meus principais contos que ainda estavam manuscritos. Voltei a fazer teatro, uma das minhas maiores paixões.

Fiz coisas que JAMAIS imaginei que um dia faria, como colocar um piercing no tragus, varar a madrugada pelo Centro de São Paulo bebendo todas, cantando “Ilariê” numa esquina com um grupo de mais de 15 pessoas entre amigos e desconhecidos e vendo shows de Sidney Magal, Living Collor e Double You. Ou ainda, ir a shows inesquecíveis como do CJ Ramone e Ana Carolina (e a música do “sabonete”). Eu, que sempre fui avesso à baladas, freqüentei algumas esse ano. Alías, o meu próprio aniversário, ontem, foi comemorado numa balada, chamada Trash 80’s (farei ainda um post sobre ela, pois é uma dica que vale a pena contar). Foi uma experiência incrível, ainda mais ao lado de amigos que me fazem tão bem.

Não tenho muito o que dizer sobre mim. Continuo correndo com a minha louca rotina de universitário, sempre sem grana, mas com muitos sonhos na bagagem. Ainda patino em meio às minhas dores e traumas de sempre, e que ora vejo que se cicatrizaram, ora vejo que alguma se abriu e precisa de novo ser tratada. Tenho medo de algumas coisas que me esperam no futuro, e de decisões que mais cedo ou mais tarde terei que tomar com relação à minha vida profissional e pessoal, especialmente àquilo que deverei deixar para trás. Ao mesmo tempo, sinto um louco desejo de me jogar pelo mundo e de viver experiências novas, e de desbravar caminhos por meio da profissão que eu escolhi. Continuo forte com a minha paixão pela arte da escrita, mesmo que não tenha mais tempo como antes para de dedicar à ela da forma como gostaria.

Em certos momentos já me sinto um adulto completamente independente. Em outros, ainda me sinto preso à algumas coisas. Sei que algumas cobranças normais da idade começarão a me apertar mais. E o tempo está passando. Papéis estão ficando cada vez mais amarelados. Objetos que ganhei em aniversários anteriores, mais ultrapassados e defeituosos. Amigos que me acompanham desde outros aniversários, mais velhos e mais maduros. Os meus pais, meus irmãos e sobrinhos, idem.

E as coisas vão mudando. A minha escrita vem sendo cada vez mais moldada pela Academia, pela nova ortografia e pelo curso de Jornalismo. A minha visão de mundo, junto com a minha subjetividade, vem sofrendo metamorfoses cada vez mais agudas. Meus olhos veem um mundo diferente. Os meus olhos sentem coisas cada vez mais diferentes. Os meus medos oscilam, junto com meus desejos de ultrapassar barreiras. E vou vivendo nessa complexidade, perdido no meio de tantas descobertas, mas feliz pela oportunidade de poder ver e sentir todas elas.

Que a minha construção continue se fazendo. Que os meus pilares continuem me sustentando. Que as minhas janelas continuem abertas para a luz do sol e para novos ares. Que seja o teto para as pessoas que eu amo e para o mundo na qual eu desejo contribuir.

Obrigado a todos por fazerem parte da minha história, e por permitirem que eu possa também fazer parte da história de vocês.

Basicamente, é isso. Gostaria de poder escrever mais, mas a falta de tempo e o sono não me permitem.

Até mais!



Danilo Moreira


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FOTO: http://www.fotodependente.com/img6099.htm

domingo, 29 de agosto de 2010

Olhos, pra que te quero!


Às vezes, queria ter uma lente especial,
Que me mostrasse de antemão as consequências das minhas decisões
Que me mostrasse a placa mais errada,
Que me alertasse das regiões onde eu poderia cair nos buracos,
Que me ajudasse a dar passos mais seguros rumo aos meus desejos,
Que me avisasse caso eu acabar trocando as águas calmas e maçantes por mares agitados e instáveis.

Porém, como não tenho essa lente especial,
Me contentarei com os olhos do coração,
Mesmo com a sensação de estar andando no escuro,
E com medo de cair num caminho sem volta.

Olhos, pra que te quero!


Danilo Moreira


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FOTO: http://lilianarosa.blogspot.com/2009/11/olhos-verdes-poemas-pop-por-maria-rita.html
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