domingo, 26 de setembro de 2010

Vai voando...


Quem adoça a minha boca terá o meu coração sempre que precisar.

Não estou falando de amor. Estou falando de compaixão. Compaixão pelo próximo. É o amor que mais falta, tanto no mundo lá fora, quanto no mundo das palavras.

Quem amarga a minha boca saiba que envenenado poderei cuspir de volta, para que sinta o sabor destruidor de suas palavras malditas.

Não sei quem está regendo minha orquestra de visão de mundo agora, se sou eu, se é minha mente ou se é tudo junto.

Mas o ser humano vive suas fases, tenta ganhar suas batalhas, mas quando perde uma, nunca mais a esquece.

Batalhas são batalhas, mesmo que sejam dentro de nós mesmos.

Faltam-me palavras para descrever a falta de palavras. Sobram-me sentimentos para dizer o que sinto.

Qual é a verdade? Qual a real verdade? A minha? A sua? A dele? A nossa? Quem sabe da verdade? Qual verdade minha é a mentira sua?

No fim das contas, só quero ser feliz como todo mundo, nem que a felicidade seja a própria busca cotidiana pela felicidade.

E voam as palavras pelo piso branco e virtual.

Voam pela mente, passam pelo tempo, e voltam para a memória.

Danilo Moreira


Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três!

FOTO:

http://marcelohirota.blogspot.com/2009/12/pensamento-solto.html

domingo, 12 de setembro de 2010

Vinte e Cinco


É só mesmo para deixar registrado.

No domingo, dia 05, fiz mais um ano de vida

Quis comemorar o dia todo em casa, com a família, coisa que não fazia há uns três anos. Levantei-me tranquilamente, com uma louca vontade de arrumar alguns papeis jogados em um canto do meu quarto. No fim das contas, encontrei até o telefone e o e-mail de uma ex-namorada, já amarelado pela umidade. Foi um dia bacana, apenas com a família e dois grandes amigos.

Do ano passado pra cá, até que fiz bastante coisa. Mudei para Jornalismo. Participo do blog da minha sala. Produzi textos que já foram elogiados por profissionais da área de jornalismo e da literatura. Fiz minha primeira “matéria” num restaurante japonês. Visitei editorias de arte de alguns jornais e senti um pouco mais próximo a profissão que escolhi. Terminei finalmente de digitar os meus principais contos que ainda estavam manuscritos. Voltei a fazer teatro, uma das minhas maiores paixões.

Fiz coisas que JAMAIS imaginei que um dia faria, como colocar um piercing no tragus, varar a madrugada pelo Centro de São Paulo bebendo todas, cantando “Ilariê” numa esquina com um grupo de mais de 15 pessoas entre amigos e desconhecidos e vendo shows de Sidney Magal, Living Collor e Double You. Ou ainda, ir a shows inesquecíveis como do CJ Ramone e Ana Carolina (e a música do “sabonete”). Eu, que sempre fui avesso à baladas, freqüentei algumas esse ano. Alías, o meu próprio aniversário, ontem, foi comemorado numa balada, chamada Trash 80’s (farei ainda um post sobre ela, pois é uma dica que vale a pena contar). Foi uma experiência incrível, ainda mais ao lado de amigos que me fazem tão bem.

Não tenho muito o que dizer sobre mim. Continuo correndo com a minha louca rotina de universitário, sempre sem grana, mas com muitos sonhos na bagagem. Ainda patino em meio às minhas dores e traumas de sempre, e que ora vejo que se cicatrizaram, ora vejo que alguma se abriu e precisa de novo ser tratada. Tenho medo de algumas coisas que me esperam no futuro, e de decisões que mais cedo ou mais tarde terei que tomar com relação à minha vida profissional e pessoal, especialmente àquilo que deverei deixar para trás. Ao mesmo tempo, sinto um louco desejo de me jogar pelo mundo e de viver experiências novas, e de desbravar caminhos por meio da profissão que eu escolhi. Continuo forte com a minha paixão pela arte da escrita, mesmo que não tenha mais tempo como antes para de dedicar à ela da forma como gostaria.

Em certos momentos já me sinto um adulto completamente independente. Em outros, ainda me sinto preso à algumas coisas. Sei que algumas cobranças normais da idade começarão a me apertar mais. E o tempo está passando. Papéis estão ficando cada vez mais amarelados. Objetos que ganhei em aniversários anteriores, mais ultrapassados e defeituosos. Amigos que me acompanham desde outros aniversários, mais velhos e mais maduros. Os meus pais, meus irmãos e sobrinhos, idem.

E as coisas vão mudando. A minha escrita vem sendo cada vez mais moldada pela Academia, pela nova ortografia e pelo curso de Jornalismo. A minha visão de mundo, junto com a minha subjetividade, vem sofrendo metamorfoses cada vez mais agudas. Meus olhos veem um mundo diferente. Os meus olhos sentem coisas cada vez mais diferentes. Os meus medos oscilam, junto com meus desejos de ultrapassar barreiras. E vou vivendo nessa complexidade, perdido no meio de tantas descobertas, mas feliz pela oportunidade de poder ver e sentir todas elas.

Que a minha construção continue se fazendo. Que os meus pilares continuem me sustentando. Que as minhas janelas continuem abertas para a luz do sol e para novos ares. Que seja o teto para as pessoas que eu amo e para o mundo na qual eu desejo contribuir.

Obrigado a todos por fazerem parte da minha história, e por permitirem que eu possa também fazer parte da história de vocês.

Basicamente, é isso. Gostaria de poder escrever mais, mas a falta de tempo e o sono não me permitem.

Até mais!



Danilo Moreira


Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três!

FOTO: http://www.fotodependente.com/img6099.htm

domingo, 29 de agosto de 2010

Olhos, pra que te quero!


Às vezes, queria ter uma lente especial,
Que me mostrasse de antemão as consequências das minhas decisões
Que me mostrasse a placa mais errada,
Que me alertasse das regiões onde eu poderia cair nos buracos,
Que me ajudasse a dar passos mais seguros rumo aos meus desejos,
Que me avisasse caso eu acabar trocando as águas calmas e maçantes por mares agitados e instáveis.

Porém, como não tenho essa lente especial,
Me contentarei com os olhos do coração,
Mesmo com a sensação de estar andando no escuro,
E com medo de cair num caminho sem volta.

Olhos, pra que te quero!


Danilo Moreira


Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três!

FOTO: http://lilianarosa.blogspot.com/2009/11/olhos-verdes-poemas-pop-por-maria-rita.html

domingo, 8 de agosto de 2010

Pronto, falei!


Tem gente que realmente nos leva a se perguntar qual utilidade certas pessoas tem para o mundo.

Você, com seu jeito bizarro de ser, falando o tempo todo de futilidades, é um grande exemplo disso. Tenho que admitir que você tem jeito para a arte do humor, porém não tem jeito para a arte do pensamento.

Você conhece todo mundo. É amigo de todo mundo. Fala mal de todo mundo nas costas de todo mundo. Fala coisas na frente de todo mundo. Você humilha todo mundo. Você provoca todo mundo. Você é consegue falar mal de alguém por trás, virar-se para essa pessoa, e tratá-la bem como se fosse o amor da sua vida.

Quando vejo você, vejo sementes apodrecendo, não geminando. Quando vejo você, vejo cores convergindo para tons mais escuros. Quando vejo você, sinto uma energia pesada, e logo, o ar fica mais pesado. Quando vejo você, me sinto mais inútil, ao lado de uma pessoa tão inútil.

Você tem o dom de despertar os defeitos das pessoas. E dom maior ainda de inventar os defeitos das pessoas. Você também tem os seus, que são tantos que, não sei dizer, qual a fronteira do inventado, do real, e do que pode ser pior em você.

Você talvez tem qualidades. Você gosta de ajudar. Gosta de colaborar. Quando fala sério, você é uma pessoa mais leve, uma pessoa mais fácil de lidar. Uma pessoa onde é até possível uma conversa civilizada. Até te considero, de certa forma, por tudo que você já fez por mim. Nós convivemos no mesmo espaço, sabemos que precisamos, nas horas mais sérias, se ajudar, e isso realmente fazemos. Às vezes tenho impressão de que eu sou a pessoa de que você mais gosta de ajudar.

Porém, não posso deixar de ser sincero, você ainda tem muito o que crescer. Quando não estiver mais por lá, do que é que você será lembrado? Pela futilidades que diz? Pelas brincadeiras? Pelas humilhações que faz a todos, inclusive a mim? Sei que pessoas do seu tipo, quando de fato não tem nada a oferecer, possuem tantos defeitos, que preferem fazer a fama apontando e inventando os dos outros, justamente para desviar o foco do quadro horroroso de que é composto você. Você é um quadro horroroso, suas tintas o moldam na base da falsidade, seu olhar é regido na base da falsidade. Engraçado é que outras pessoas naquele lugar já conseguiram ser piores do que você, utilizando de recursos para destruir o outro até mesmo perante os seus superiores. Você, felizmente, não é adepto dessa arte. Não, a sua arte da humilhação é especializada no campo dos defeitos, e no campo da criação dos defeitos. E pior que você consegue arrancar sorrisos, admiração e assombro até mesmo de quem não gosta de você. Parabéns pelo talento, você merece!

Mas, pode ter certeza, todos ali estão num nível bem acima de você. Se cuide, porque no fundo, você sabe que no dia em que não estiver mais lá, não fará a menor falta.

Nem a mim, nem aos outros, nem a ninguém. Você é desprezível, é um poço de absurdos que envergonham as pessoas que convivem com você. Por isso, meu amigo, se cuide, pois chegará o dia em que você será fruto efetivamente de todo o lixo que produziu até aqui.

E pode ter certeza que esse espetáculo das conseqüências será tão maravilhoso que todos estarão lá para ver, e pode ter certeza: ninguém terá pena de você.

E no final desse espetáculo, eu estarei lá, e o aplaudirei de pé.

Pronto, falei!

Danilo Moreira


Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor.

FOTO: http://julianacarioni.blogspot.com/2010/06/ira.html

domingo, 1 de agosto de 2010

Corpos


Nossos corpos vivem na maresia.
O sol, quente como os sentidos, aguçam nossos desejos.
O coração bate mais forte com a violência das nossas mãos,
Que nos pegam de formas que confundem os nossos olhos.
A caverna que desbravo cheira à natureza viva e fértil,
Que se desabrocha como as flores dos campos de Vênus.
Tuas mãos a tocar a minha pedra pontuda lançam um olhar faminto.
Consumimo-nos como animais em combate.
Rolando na terra fofa como plantas a fincar-se no chão.
Nossas mãos que apalpam ao outro viram meras secundárias,
Pois nosso corpo todo se toca como mãos
Mãos desesperadas à procura do ponto certo.
Mãos em formato de lábios que se prensam no molhado.
Corpos e peles que se transformam e dedos quentes e suados,
E a convergência final do desejo que une o toque, os sentidos, e o suor,
Rega-me o peito com a sua água da fonte dos prazeres.
Cerca-me o corpo com sua língua forasteira.
Exiba-me seus montes que balançam com fúria de animal,
E eu, flutuando, te darei o meu refresco,
E te farei a rainha mais saciada de todos os tempos,
Regada até a boca com a jóia dos meus desejos,
E repousada no calor da minha carne.

Danilo Moreira

Gostou do blog? Então, não o perca de vista. Assine o feed, adicione nos seus favoritos ou seja um seguidor. Obrigado pela visita ao Ponto Três!

FOTO:
http://lepoeteenfleur.blogspot.com/2009/12/dra-rouge-corpos-gemeos.html
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...