
Fazia tempo que não nos víamos, e óbvio que quando nos reencontramos sempre perguntamos ao outro o que está fazendo da vida, e principalmente, nos recordamos do tempo em que estudávamos, como estão as pessoas da época, e por aí vai. Engraçado que muitos nomes sumiam da nossa memória (especialmente da dele rs), mas com a descrição de detalhes físicos e até bizarrices características dessas pessoas acabávamos nos lembrando. Alguns já terminaram o ensino superior. Outros, se casaram, e já têm filhos.
Não é de hoje que eu me recordo desse pessoal, assim como os da escola. E sempre vem a conclusão: como o tempo passou. E pensar que quando me formei no Ensino Médio, o Msn ainda era novidade, não existia Orkut, só quem era mais bem de vida tinha celular (e nem era com câmera e menos ainda com bluetooh), câmera digital era difícil ter. Diferente de hoje que de vez em outra dá aquele ataque, a gente pega o celular e começa a fazer caras e bocas pra tirar foto, ou pra flagrar alguém comendo, naquela época foto só em eventos especiais, e só quem era ligado é que se preocupava em comprar filme e levar (porque ainda tinha o gasto da revelação).
Hoje, todos cresceram. Todos têm a sua vida. De vez em quando o destino faz a gente se cruzar nos ônibus, metrôs e calçadas da vida, ora dá a oportunidade de fazer um programão de fim de semana com algum amigo, como foi o caso desse sábado. Alguns desapareceram, não deixaram qualquer rastro. Outros passam pela gente e mal nos reconhecem. Outros, eu mesmo faço questão de passar e não reconhecer. E assim é o tempo, modificando o quadro das nossas vidas, que ora nos junta num elemento só, ora nos separa, cada um na composição do seu tom e expressão apropriados.
Faz bem olhar para trás e ver quanta coisa mudou, quantas coisas foram conquistadas, os projetos. Me faz bem ver amigos crescendo na vida e atingindo os seus objetivos. Me faz bem ver amigos que não ficam apenas no passado, mas que sempre tem novidades e projetos para contar. Me faz bem também, é claro, contar à eles tudo que eu conquistei e as coisas que eu quero conquistar. Me faz bem falar com eles sobre o passado, o presente e o futuro. Me faz bem ser parte do passado, do presente, e porque não do futuro deles.
Nem que esse futuro seja apenas um novo reencontro, apenas para contar as novidades.
Como já dizia Caetano Veloso, tempo, tempo... “compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...”.
FOTO: arquivo pessoal


