História com duas partesRafaela olhou em seu relógio. Eram 20:54. Chegou cedo. Sorte que aquela praça era bem iluminada. Poderia ficar ali esperando sem receio. Após soltar um suspiro, sentou em um banco, e passou a observar o movimento.
Os minutos iam se passando e Rafaela viu em seu relógio que já eram 21:00. Ainda faltava um bom tempo. Teria que ter muita criatividade para esperar tanto...
Mas, o barulho de passos a fez desviar a sua atenção.
Caminhando tranqüilamente, Marcelo seguia para o ponto em que marcou seu encontro: o banco que ficava ao lado de um poste. Era o banco que Rafaela estava sentada. Vendo que o rapaz vinha na sua direção, a moça sentiu-se apreensiva. O que aquele homem queria com ela? Mas, Marcelo apenas fez um olá com a cabeça, e permaneceu de pé ao lado do poste. Preferiu não sentar, percebendo a apreensão da menina. Rafaela então, percebeu que o rapaz também estava esperando uma pessoa. E ambos ficaram como estavam; ela, sentada e olhando para o nada; e ele, olhando para as árvores, revezando com as olhadas no relógio. Também havia chegado cedo.
Silêncio. Como numa sala de espera de consultório, Rafaela cruzou as pernas, e começou a roer as unhas. Marcelo, com as mãos nos bolsos da jaqueta, começou a assobiar, ainda olhando o relógio do seu celular minuto a minuto.
Rafaela então, olhou para Marcelo:
- Moço, não quer sentar?
- Não não. Obrigado.
- Pelo que eu percebi você vai ficar muito tempo aí esperando em pé. Vai se cansar.
- Não vou não... eu acho...rs... Mas pode ficar.
- Senta. Tem espaço de sobra aqui no banco.
Marcelo olhou para a menina. Com um olhar simpático, ela pedia para que ele se sentasse. Ele não resistiu. Mostrou um sorriso envergonhado admitindo que ela havia vencido, e sentou-se ao seu lado, ainda que na outra ponta do banco.
- Obrigado.
- Imagina...
Outra vez, o silêncio. Minutos longos eram aqueles. Ambos olhavam para seus relógios. Cruzavam e descruzavam as pernas. Olhavam para o chão. Olhavam para as árvores. Olhavam para o movimento. Olhavam para o outro repetindo os mesmos gestos.
- Esperando a namorada?
Marcelo virou-se para ela, como se despertasse de uma espécie de transe.
- Eh... sim. Marquei com ela de se encontrar aqui às 21:30. Só que eu cheguei cedo demais...hehe... E você? Esperando o seu namorado?
- Sim, sim. Coincidência ou não, também foi marcado aqui e no mesmo horário.
- Caramba! Que coincidência, não?
- Põe coincidência nisso!
Ambos riram juntos.
- Namoram há muito tempo? – perguntou Marcelo.
- Sim, há quase dois anos. Nos conhecemos num barzinho perto da Paulista. No começo foi meio complicado porque a minha família não aceitava muito o namoro. Não gostavam dele...
- Eu sei... Também já passei por isso. Os pais da minha namorada também não me aceitavam. Ela quase foi expulsa de casa quando descobriram. A gente namora há cerca de um ano.
- Bacana. Onde você a conheceu?
- Foi numa balada na Vila Olímpia. Foi tão estranho no começo, no primeiro dia que a vi senti muita atração por ela, mas foi algo assim quase que instintivo, sabe? Nem eu imaginava que as coisas aconteceriam tão rápido como foi. No começo foi difícil aceitarem o nosso namoro.
- Nossa, mas por quê?
- Sei lá. Acho que é porque as pessoas não gostam de ver a felicidade do outros. Ou a querem ver do seu jeito...
- Sei bem o que quer dizer...
Os minutos iam se passando e Rafaela viu em seu relógio que já eram 21:00. Ainda faltava um bom tempo. Teria que ter muita criatividade para esperar tanto...
Mas, o barulho de passos a fez desviar a sua atenção.
Caminhando tranqüilamente, Marcelo seguia para o ponto em que marcou seu encontro: o banco que ficava ao lado de um poste. Era o banco que Rafaela estava sentada. Vendo que o rapaz vinha na sua direção, a moça sentiu-se apreensiva. O que aquele homem queria com ela? Mas, Marcelo apenas fez um olá com a cabeça, e permaneceu de pé ao lado do poste. Preferiu não sentar, percebendo a apreensão da menina. Rafaela então, percebeu que o rapaz também estava esperando uma pessoa. E ambos ficaram como estavam; ela, sentada e olhando para o nada; e ele, olhando para as árvores, revezando com as olhadas no relógio. Também havia chegado cedo.
Silêncio. Como numa sala de espera de consultório, Rafaela cruzou as pernas, e começou a roer as unhas. Marcelo, com as mãos nos bolsos da jaqueta, começou a assobiar, ainda olhando o relógio do seu celular minuto a minuto.
Rafaela então, olhou para Marcelo:
- Moço, não quer sentar?
- Não não. Obrigado.
- Pelo que eu percebi você vai ficar muito tempo aí esperando em pé. Vai se cansar.
- Não vou não... eu acho...rs... Mas pode ficar.
- Senta. Tem espaço de sobra aqui no banco.
Marcelo olhou para a menina. Com um olhar simpático, ela pedia para que ele se sentasse. Ele não resistiu. Mostrou um sorriso envergonhado admitindo que ela havia vencido, e sentou-se ao seu lado, ainda que na outra ponta do banco.
- Obrigado.
- Imagina...
Outra vez, o silêncio. Minutos longos eram aqueles. Ambos olhavam para seus relógios. Cruzavam e descruzavam as pernas. Olhavam para o chão. Olhavam para as árvores. Olhavam para o movimento. Olhavam para o outro repetindo os mesmos gestos.
- Esperando a namorada?
Marcelo virou-se para ela, como se despertasse de uma espécie de transe.
- Eh... sim. Marquei com ela de se encontrar aqui às 21:30. Só que eu cheguei cedo demais...hehe... E você? Esperando o seu namorado?
- Sim, sim. Coincidência ou não, também foi marcado aqui e no mesmo horário.
- Caramba! Que coincidência, não?
- Põe coincidência nisso!
Ambos riram juntos.
- Namoram há muito tempo? – perguntou Marcelo.
- Sim, há quase dois anos. Nos conhecemos num barzinho perto da Paulista. No começo foi meio complicado porque a minha família não aceitava muito o namoro. Não gostavam dele...
- Eu sei... Também já passei por isso. Os pais da minha namorada também não me aceitavam. Ela quase foi expulsa de casa quando descobriram. A gente namora há cerca de um ano.
- Bacana. Onde você a conheceu?
- Foi numa balada na Vila Olímpia. Foi tão estranho no começo, no primeiro dia que a vi senti muita atração por ela, mas foi algo assim quase que instintivo, sabe? Nem eu imaginava que as coisas aconteceriam tão rápido como foi. No começo foi difícil aceitarem o nosso namoro.
- Nossa, mas por quê?
- Sei lá. Acho que é porque as pessoas não gostam de ver a felicidade do outros. Ou a querem ver do seu jeito...
- Sei bem o que quer dizer...
continua no próximo post...
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