domingo, 12 de abril de 2009

De volta!!!


Olá meus caros leitores.

Orgulhosamente, anuncio, o Ponto Três está de volta à blogosfera.

Acredite, se quiser, que depois de 2 meses tentando (isso mesmo, 2 meses!), finalmente eu consegui trocar o layout do blog. Graças a um erro do blogspot que impedia que eu usasse um layout fora de seus modelos, fui com o tempo levando com um layout que escolhi de lá mesmo, bonito até, mas não efetivamente a cara do blog. Já havia até desistido de trocar. Foi então que num certo dia, por acaso, enquanto postava, resolvi tentar uma última vez, por curiosidade pra saber se o erro ainda persistia. E não é que finalmente, ele havia acabado? Consegui trocar o layout.

Só peço desculpas pela demora. A correria da faculdade me fez adiar por mais alguns dias esse retorno.

O layout foi construído com as características de um bar, lugar onde geralmente as pessoas se encontram para beber, e principalmente, para trocar idéias e conversar sobre diversos assuntos. Um bar é um ponto de encontro, assim como a proposta desse blog: ser um ponto de encontro, de pessoas, de idéias, de pontos de vista.

Hoje, aproveito para pagar uma antiga dívida, um selo que recebi há algum tempo do
Alex Cardoso do blog Brisas de Uma Mente Desocupada, e que agora repasso orgulhosamente para o blog De mim para Mim. Parabéns!!!!



Espero que tenham gostado do novo layout. E mesmo que não tenham gostado, podem comentar.

Tenham uma ótima semana.

Danilo Moreira

FOTO DA POSTAGEM:
http://othonfelipe.files.wordpress.com/2008/06/voltei_arte. jpg

FOTO DO CABEÇALHO (adaptado):
http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2007/10/bar-metid o-a-besta.jpg

domingo, 29 de março de 2009

Em obras

O Ponto Três está em obras para melhor atendê-lo.
Desculpe pelo transtorno.
Mas, aguarde, em breve, muitas novidades.
Agora este blog realmente veio para ficar...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Luzes Certas


Se queres opinar com as luzes da sabedoria acessas

Abra as mãos, e apague as luzes dos seus casarões antigos.


Danilo Moreira

FOTO: http://farm3.static.flickr.com/2248/2240695112_c165c95676_o.jpg


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domingo, 22 de março de 2009

Liberdade é que nem água...


Hoje em dia muitas meninas são independentes...

Luana perdeu a virgindade aos onze anos.

Aos treze já fugia de casa para ir com as amigas para as baladas. Eram festas na casa de colegas ou de conhecidos das amigas.

Aos quatorze já tinha perdido as contas de quantos caras já tinha ficado. Os pais se preocupavam com sua rebeldia e tentavam segurá-la de toda maneira, ainda mais depois que descobriram que ela já consumia maconha. Bateram, brigaram, discutiram, prenderam-na no quarto, mandaram por uns tempos na casa de uns tios, mas nada adiantou.

Aos quinze cabulava aula para ir ao shopping. Sempre arranjava um menino para pagar o cinema, o lanche, e etc... Como seu corpo já era desenvolvido para a idade, abusava de miniblusas, tomara-que-caia e microssaias, deixando os marmanjos enlouquecidos. Já freqüentava barzinhos e não havia um dia que ela não saísse de lá acompanhada de um menino e caindo de bêbada. Era barraqueira, sempre utilizava palavras chulas. Quando perguntada sobre o que queria da vida, ela apenas respondia: “sei lá, tá muito cedo pra isso”.

Certo dia acabou se apaixonando por um belo rapaz. Já tinha dezesseis anos e já fazia planos para morar junto em uma casa alugada. Largou as baladas, as drogas, as más companhias, passou a usar roupas mais discretas, passou a se dedicar mais aos estudos. Criara juízo. O rapaz já tinha dezoito anos e estava prestes a entrar na faculdade.

Luana largou a casa dos pais e fora morar com o companheiro em uma casinha de três cômodos. Foi trabalhar no sustento, assim como fazia o rapaz. Já estava pensando também em cursar uma faculdade quando terminasse o colegial.

E assim Luana foi levando a sua vida, que a cada dia se enchia de mais sonhos e mais amor, quase como um conto de fadas.

Porém dois meses depois Luana já estava de saco cheio daquela rotina. Sentia falta das amigas e principalmente das baladas. Resolveu sair depois do trabalho junto com as antigas companheiras, mesmo contra a vontade do marido. Com o tempo, as saídas voltaram a ser freqüentes. A situação piorou quando seu companheiro a flagrou bêbada e seminua com outro rapaz em sua cama. Terminaram. Um mês depois, Luana descobriu que estava grávida do caso. O rapaz nem quis saber da criança.

Hoje, Luana tem dezessete anos. Largou o trabalho, os estudos, as baladas e foi abandonada pelas amigas da noite. Voltou para a casa dos pais, endividada com o aluguel de sua antiga casa. Passa o dia todo em casa apenas cuidando da filha de seis meses. Não tem tempo para mais nada, nem mesmo para curtir o que restou da sua bela adolescência e menos ainda para investir no seu futuro. Se ela pudesse voltar atrás...

Por isso que eu digo, liberdade é que nem água: se não usar com consciência, paga caro...


São Paulo, junho de 2005

Danilo Moreira


FOTO: http://i192.photobucket.com/albums/z259/lightmylife/liberdade.jpg

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Mítica


Estava à toa dentro da minha rotina. Até olhar o que estava à minha volta.

Vi uma mulher caminhando pela multidão. Composta por lindos cabelos escuros que escorriam pelo ombro nu. Vi seu corpo esculpido pelo doce que atrai os que podem e os que não devem se entregar a si.

E de repente, como braços carinhosos, sua imagem atravessou as cortinas da minha mente, entrou no meu quarto principal, despiu-se, e deitou-se em minha cama com olhos fixos na minha alma.

Meu corpo começou a se rebelar. O homem civilizado que vive a correr atrás de sua vida e de seus sonhos de cada dia, se viu perdendo-se no animal que existia dentro de si, escondido no porão.

Desejei aquele corpo.

Meu corpo desejou aquele corpo.

Olhei-me por um momento a subestimar-me perante àquela figura mítica.

A vi como uma mulher. Me vi como um animal vendo aquela mulher. Senti meu corpo suar frio, e a minha masculinidade prensar as minhas roupas. Meu coração bateu mais forte. Meus olhos fincaram-se no alvo. Minhas pernas mudaram, sozinhas, de direção. Fui atrás dela, excitado de possuí-la, contido por lembrar, ainda, que era um rapaz civilizado. Mas, eu era mais do que isso. Era um rapaz de coração aberto, e de desejos que em certos momentos se faziam ultrapassar às cortinas de contenção.

Tentei ir atrás dela. Tentei chamá-la. Mas a multidão que, ao contrário de mim, ainda continuavam nas suas rotinas, abafaram a minha voz, e logo, a minha visão.

Perdi-a de vista.

Insisti em ir atrás. Atrás dela, de mim, do meu desejo, da minha satisfação, da satisfação dela. Foi tudo em vão. Meus olhos não acompanharam a minha vontade, e me deixaram com sede sentado á beira da estrada, com o coração na mão.

Como todo mistério irresistível, ela sumiu abruptamente, da mesma forma que entrara na minha vida.

Como um fenômeno inexplicável, pegara meus sentimentos, atirara-me para seu corpo, mexera com os meus sentidos, fizera meu corpo suar, fizera meu pólem sair a esmo.

E como o ar, entrou pelo meu peito, e saiu, sem deixar rastros.


Danilo Moreira


FOTO: http://plathanus.coloridus.zip.net/images/TENTACAU.jpg

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