quarta-feira, 25 de março de 2009

Luzes Certas


Se queres opinar com as luzes da sabedoria acessas

Abra as mãos, e apague as luzes dos seus casarões antigos.


Danilo Moreira

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domingo, 22 de março de 2009

Liberdade é que nem água...


Hoje em dia muitas meninas são independentes...

Luana perdeu a virgindade aos onze anos.

Aos treze já fugia de casa para ir com as amigas para as baladas. Eram festas na casa de colegas ou de conhecidos das amigas.

Aos quatorze já tinha perdido as contas de quantos caras já tinha ficado. Os pais se preocupavam com sua rebeldia e tentavam segurá-la de toda maneira, ainda mais depois que descobriram que ela já consumia maconha. Bateram, brigaram, discutiram, prenderam-na no quarto, mandaram por uns tempos na casa de uns tios, mas nada adiantou.

Aos quinze cabulava aula para ir ao shopping. Sempre arranjava um menino para pagar o cinema, o lanche, e etc... Como seu corpo já era desenvolvido para a idade, abusava de miniblusas, tomara-que-caia e microssaias, deixando os marmanjos enlouquecidos. Já freqüentava barzinhos e não havia um dia que ela não saísse de lá acompanhada de um menino e caindo de bêbada. Era barraqueira, sempre utilizava palavras chulas. Quando perguntada sobre o que queria da vida, ela apenas respondia: “sei lá, tá muito cedo pra isso”.

Certo dia acabou se apaixonando por um belo rapaz. Já tinha dezesseis anos e já fazia planos para morar junto em uma casa alugada. Largou as baladas, as drogas, as más companhias, passou a usar roupas mais discretas, passou a se dedicar mais aos estudos. Criara juízo. O rapaz já tinha dezoito anos e estava prestes a entrar na faculdade.

Luana largou a casa dos pais e fora morar com o companheiro em uma casinha de três cômodos. Foi trabalhar no sustento, assim como fazia o rapaz. Já estava pensando também em cursar uma faculdade quando terminasse o colegial.

E assim Luana foi levando a sua vida, que a cada dia se enchia de mais sonhos e mais amor, quase como um conto de fadas.

Porém dois meses depois Luana já estava de saco cheio daquela rotina. Sentia falta das amigas e principalmente das baladas. Resolveu sair depois do trabalho junto com as antigas companheiras, mesmo contra a vontade do marido. Com o tempo, as saídas voltaram a ser freqüentes. A situação piorou quando seu companheiro a flagrou bêbada e seminua com outro rapaz em sua cama. Terminaram. Um mês depois, Luana descobriu que estava grávida do caso. O rapaz nem quis saber da criança.

Hoje, Luana tem dezessete anos. Largou o trabalho, os estudos, as baladas e foi abandonada pelas amigas da noite. Voltou para a casa dos pais, endividada com o aluguel de sua antiga casa. Passa o dia todo em casa apenas cuidando da filha de seis meses. Não tem tempo para mais nada, nem mesmo para curtir o que restou da sua bela adolescência e menos ainda para investir no seu futuro. Se ela pudesse voltar atrás...

Por isso que eu digo, liberdade é que nem água: se não usar com consciência, paga caro...


São Paulo, junho de 2005

Danilo Moreira


FOTO: http://i192.photobucket.com/albums/z259/lightmylife/liberdade.jpg

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Mítica


Estava à toa dentro da minha rotina. Até olhar o que estava à minha volta.

Vi uma mulher caminhando pela multidão. Composta por lindos cabelos escuros que escorriam pelo ombro nu. Vi seu corpo esculpido pelo doce que atrai os que podem e os que não devem se entregar a si.

E de repente, como braços carinhosos, sua imagem atravessou as cortinas da minha mente, entrou no meu quarto principal, despiu-se, e deitou-se em minha cama com olhos fixos na minha alma.

Meu corpo começou a se rebelar. O homem civilizado que vive a correr atrás de sua vida e de seus sonhos de cada dia, se viu perdendo-se no animal que existia dentro de si, escondido no porão.

Desejei aquele corpo.

Meu corpo desejou aquele corpo.

Olhei-me por um momento a subestimar-me perante àquela figura mítica.

A vi como uma mulher. Me vi como um animal vendo aquela mulher. Senti meu corpo suar frio, e a minha masculinidade prensar as minhas roupas. Meu coração bateu mais forte. Meus olhos fincaram-se no alvo. Minhas pernas mudaram, sozinhas, de direção. Fui atrás dela, excitado de possuí-la, contido por lembrar, ainda, que era um rapaz civilizado. Mas, eu era mais do que isso. Era um rapaz de coração aberto, e de desejos que em certos momentos se faziam ultrapassar às cortinas de contenção.

Tentei ir atrás dela. Tentei chamá-la. Mas a multidão que, ao contrário de mim, ainda continuavam nas suas rotinas, abafaram a minha voz, e logo, a minha visão.

Perdi-a de vista.

Insisti em ir atrás. Atrás dela, de mim, do meu desejo, da minha satisfação, da satisfação dela. Foi tudo em vão. Meus olhos não acompanharam a minha vontade, e me deixaram com sede sentado á beira da estrada, com o coração na mão.

Como todo mistério irresistível, ela sumiu abruptamente, da mesma forma que entrara na minha vida.

Como um fenômeno inexplicável, pegara meus sentimentos, atirara-me para seu corpo, mexera com os meus sentidos, fizera meu corpo suar, fizera meu pólem sair a esmo.

E como o ar, entrou pelo meu peito, e saiu, sem deixar rastros.


Danilo Moreira


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domingo, 15 de março de 2009

10 Curiosidadades sobre Chaves


“Chaves?”

“Cara, que falta de assunto!!!”

Não, este rapaz que vos fala graças a Deus ainda não chegou a respirar os ares desta seca que vira e mexe assola muitos blogueiros desse Brasil. Hoje diria que meu maior obstáculo aqui seria a falta de tempo mesmo, devido à faculdade. Mas isso é um mero detalhe... O fato é que agora, este blog também terá um espacinho reservado para curiosidades.

Podem dizer o que quiser, mas a verdade é que, a série mexicana Chaves, criada por Roberto Bolaños (que completou 80 anos no dia 21-02 – em plena atividade e com vários projetos), gravada de 1971 a 1992, se tornou tão brasileira e tão conhecida quanto a música de abertura do Jornal Nacional. Quem já não repetiu os famosos bordões como “você não vai com a minha cara”, ou “já chegou o disco voador”, ou já não teve curiosidade em saber alguns fatos do programa, exibido pelo SBT desde 1984, e que até hoje se consolida como uma das maiores audiências da casa. Chaves dispensa apresentações.

A seguir, 10 curiosidades selecionadas sobre o programa:

1
. Foram feitos mais de 1.000 episódios de Chaves. Atualmente, o SBT conta com 137 episódios, mas este número já foi maior...

2. Chaves estreou no Brasil no programa do Bozo, (exibido no SBT) em 1984 com apenas 13 episódios comprados. Devido ao sucesso, compraram mais lotes de programas em 1986, 1988 e 1991.

3. A música tema de quando o Professor Jirafales e a Dona Florinda se encontram é o tema do filme "E O Vento Levou" em outro arranjo. É a única música reconhecível da trilha sonora desse programa.

4. Durante as filmagens dos episódios que se passam em Acapulco, os atores não tiveram folga para aproveitar a praia: "Trabalhamos todos os dias, durante duas semanas", contou Edgar Vivár (Seu Barriga). O episódio foi feito para promover um hotel do mesmo grupo da Televisa, produtora da série.

5. Angelines Fernandez, a "Bruxa do 71", era considerada uma das mulheres mais bonitas do México, nos anos 40. Acredite se quiser...

6. O filme O Crime do Padre Amaro, de 2003, contou com a participação do ator Héctor Bonilla (sim, ele é um ator de verdade), que é amigo de outro ator do filme, Pedro Amendariz Jr.

7. O primeiro episódio do Chaves foi exibido no dia 20 de junho de 1971, no México. Nesta época, o Chaves era um quadro do programa “Chespirito”.

8. Por que o nome "Chaves"? Trata-se de uma história bem curiosa. "Chavo", na gíria mexicana, significa garoto, menino na idade de travessuras. No caso, o "Chavo" morava em um barril, na vila pobre. Como o movimento labial de Chavo em espanhol é idêntico ao de Chaves em português, foi escolhido esse nome para o garoto.

9. Tangamandápio, local onde nasceu o carteiro Jaiminho, realmente existe. Porém, ao contrário do que retrata-se no humorístico, Tangandápio não é uma cidade, é um vilarejo, que localiza-se na cidade de Cuernavaca, no México

10. Em meados da década de 90, houve um boato, trazido por parte da imprensa brasileira, que dizia que todos os atores que participaram dos seriados Chaves e Chapolin haviam morrido em um acidente aéreo. O fato é que jamais ocorreu acidente deste tipo – pelo menos que tem-se notícia – com o elenco dos humorísticos. Os atores que não mais vivem são: Angelines Fenandes (Dona Clotilde), Ramón Valdez (Seu Madruga), Horácio Bolaños (Godinez) e Raul Padilla (Jaiminho, o carteiro). Todos estes faleceram por outros fatores.


Fontes:
http://www.viladochaves.com/curiosidades.htm
http://www.turmadochaves.com/curiosidades/


Danilo Moreira


FOTO: http://mundochaves.nireblog.com/blogs/mundochaves/template_08040941329/imagenes/mundochaves.header.turma+do+chaves.jpg

quarta-feira, 11 de março de 2009

Avenida Movimentada


Se tua vida caminha para uma avenida movimentada,

Divirta-se com os sons, os barulhos, e os odores soltados por quem parece cheirar a novidades.

Se tiveres medo achando que as ferrugens acumuladas nos seus materiais irão minar o seu desenvolvimento,

Mexa-se, antes que seus pensamentos o empurrem de vez para o lago dos excluídos.

Danilo Moreira


FOTO: arquivo pessoal

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